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Pierre Cardin inaugura seu novo museu no Marais.

 

cardin_openDo alto de seus 92 anos Pierre Cardin não para. A mais recente aventura desse que foi o inventor do prêt-à-porter é a inauguração de seu museu no bairro do Marais.

cardin_2O espaço do centro da cidade substitui o antigo museu Pierre Cardin, hoje fechado, que o estilista havia aberto em 2006 em Saint-Ouen, subúrbio de Paris. Batizado « Passé-Présent-Futur » (Passado-Presente-Futuro em português) o museu do Marais conta com 200 modelos espalhados num espaço de mil metros quadrados.

cardin_3Já na entrada dois manequins masculinos em trajes futuristas dão o tom. Uma foto do próprio Cardin vestido de cosmonauta reforça o espírito sixties.

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cardin_6O museu, dedicado ao psicodelismo do estilista-star dos anos sessenta, mostra suas criações em ordem cronológica. Dos modelos de influência Dior (onde Cardin começou sua carreira) a seu famoso vestido boule passando por suas saias em vinil, seus tubinhos em cores vivas e tantas outras peças deliciosamente space age. Uma visita que é uma viagem a um tempo onde a moda era bem mais divertida.

Parada obrigatória para fashionistas.

Panamá inaugura o Biomuseo, o primeiro prédio de Frank Gehry na América Latina.

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Museu dedicado à biodiversidade da região abre ao público cinco das oito salas que fazem parte do projeto.

 Vista geral do prédio do Biomuseo na Cidade do Panamá, base da Copa Airlines. Foto: CARLOS JASSO / REUTERS
Vista geral do prédio do Biomuseo na Cidade do Panamá, base da Copa Airlines. – CARLOS JASSO / REUTERS

CIDADE DO PANAMÁ – Um emaranhado metálico multicolorido se ergue imponente em uma antiga área militar americana na entrada do Canal do Panamá. É o novo museu, assinado pelo arquiteto canadense Frank Gehry, de 85 anos, que faz um chamado à conservação da biodiversidade do planeta.

Amplas escadas de cimento, sob uma cobertura de folhas amarelas e vermelhas, conduzem ao átrio de um prédio de formas geométricas superpostas, pintadas de azul, laranja e verde, que foram trazidas de Ásia, Europa e América.

A singular estrutura de 4 mil metros quadrados, localizada na capital panamenha, abriga o Museo da Biodiversidade, o Biomuseo. É a primeira obra de Gehry na América Latina.

Sua construção, que começou em 2006, demandou até agora investimentos de US$ 94 milhões, e serão necessários recursos adicionais para terminar as salas que ainda não estão concluídas.

Nesta chamada “primeira fase” da inauguração do museu, serão abertas ao público cinco das oito salas que integram o projeto. As outras três, incluindo um oceanário, só devem ficar prontas em um ano e meio.

Enquanto isso, no lado de fora, um menino contempla, boquiaberto, as 20 classes de mariposas de cores que bailam ao ar livre que disputam ao ar livre o pólen disponível no mariposário, e um navio soa seu apito antes de entrar na passagem intraoceânica do canal.

– O Panamá necessitava de algo assim porque somos mais que o canal – disse o visitante Ismael Barrera, depois de percorrer as instalações.

O objetivo do museu é mostrar o papel que teve o surgimento do istmo panamenho há três milhões de anos na evolução das espécies.

Réplica de espécie em exibição no interior do Biomuseo no Panamá. A coleção mostra a evolução da flora e fauna do Istmo do Panamá – Ed Grimaldo / AFP

Segundo cientistas, o surgimento do Panamá dividiu o oceano e alterou a direção das correntes, induzindo mudanças climáticas que secaram as florestas na África. Isso provou o surgimento das savanas na região tropical, na qual muitos primatas se viram forçados a se adaptar.

O norte e o sul do continente americano foram também sujeitos a um grande intercâmbio de plantas e animais.

– A biodiversidade e sua proteção, e a forma como o Panamá causou uma mudança climática de grande magnitude que alterou o curso da evolução, inclusive a dos seres humanos, é mensagem principal do Biomuseo – disse Víctor Cucalón, diretor do museu.

A visita ao museu começa pela “Galeria da Biodiversidade”, onde painéis em madeira mostram as diversas espécies de flores, iguanas, rãs, tartarugas.

Placas coloridas indicam o grau de ameaça de cada espécie, algumas das quais já desaparecidas, enquanto uma mensagem alerta para a rapidez com a biodiversidade vem declinando por ação do Homem.

Uma passagem escura leva a segunda sala, “Panamaram”, onde durante seis minutos um vídeo é projetado em dez grandes telas, algumas no teto outras no solo.

Na projeção se se mostra a grande biodiversidade do Panamá, que com escassos 75 mil quilômetros quadrados conta com mais espécies de aves, mamíferos e répteis que os Estados Unidos e o Canadá juntos e mais espécies de plantas que toda a Europa.

Uma rocha de 70 milhões de anos dá as boas-vindas a “A ponte surge”, a terceira sala do museu, onde uma escultura tectônica de 14 metros mostra a importância do surgimento do istmo.

Também há fósseis de animais que passaram pelo Panamá há milhões de anos: a preguiça-gigante, o guaxinim, o tigre-de-dente-de-sabre, entre outros.

Neste canto, denominado “O grande intercâmbio”, é ideal para a pose de fotos ao lado de enormes réplicas de animais milenares e seus descendentes atuais.

A visita se encerra com “A pegada humana”, onde quatro jogos de colunas mostram em fotos as diferentes etapas históricas do Panamá so som da música do compositor de jazz panamenho Danilo Pérez.

Conhecido por ter projetado o Guggenheim de Bilbao, no País Basco, Frank Gehry também realizou, entre outros projetos, o da Casa Dançante de Praga e a Sala de Concertos de Walt Disney em Los Angeles. O Biomuseo fica em Calzada de Amador, logo depois da Plaza de las Banderas, na Cidade do Panamá.

Fonte: Infoglobo Comunicação e Participações S.A.