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12 Princípios educativos da família real britânica que todos podemos aprender.

Dizem que filhos de reis dormem em lençóis de seda, comem em pratos de ouro e levam uma vida de puro ócio e diversão. Será?

Decidimos pesquisar um pouco como é a educação dos herdeiros da coroa mais famosa do mundo, a britânica. A vida de George e Charlotte, filhos dos Duques de Cambridge, o príncipe William e Kate Middleton, não é exatamente esse mundo de fantasia. Confira alguns detalhes e perceba a maneira sóbria com que as crianças são educadas.

12. Ser da família real não é motivo para ter uma vida de puro ócio

A família dos Duques de Cambridge tem apenas uma babá. A responsabilidade de dar comida, banho e passear é dos pais. O pai, o Príncipe William, trabalha como piloto de helicóptero de serviços médicos de emergências.

11. Respeitar o trabalho dos demais

Os bisnetos da Rainha Elizabeth desde pequenos entendem que o trabalho de qualquer pessoa é valioso e deve ser respeitado, seja na cozinha, seja arrumando o quarto. É por isso que George e Charlotte sabem que não podem desperdiçar comida e sempre arrumam qualquer bagunça que fizerem.

10. A família é o mais importante na vida

Aos 4 anos de idade, George cuidava da sua irmã mais nova, afirma a mãe Kate. Pouco a pouco, eles se tornaram grandes amigos. Desde pequenos eles aprendem sobre a história da família e costumam frequentar a tumba da avó, a Princesa Diana. William sempre passeia com os filhos. George gosta de perguntar tudo sobre o mundo ao pai e Charlotte gosta de cozinhar com a mãe.

9. Todos têm o direito de expressar seus pensamentos e sentimentos

Contrariando o que a tradição impõe, os pais Kate e William incentivam o desenvolvimento da inteligência emocional nos filhos. “Vemos como eles se relacionam com os colegas na escola, e sabemos que, hoje, vivemos em um mundo diferente. No mundo atual não existe mais aquele medo de falar abertamente sobre o que nos preocupa”, afirma William.

8. Formação Educativa

A leitura é o passatempo favorito de George e de Charlotte. A mãe das crianças sempre as leva a museus e exposições, e o museu favorito de George é o Museu de História Natural de Londres. “As crianças adoram vir aqui, e não apenas pelos dinossauros”, afirma Kate.

7. Amor pelo esporte

Os Duques de Cambridge são famosos pelo amor ao esporte: Kate adora jogar hockey sobre grama e William é fanático por futebol, basquete e polo. O príncipe George e a princesa Charlotte ainda não mostram muita paixão por nenhum esporte, mas os pais não deixam de incentivá-los.

6. Protocolos e normas sociais, independentemente da idade, em lugares públicos

As crianças sabem perfeitamente bem o que podem e o que não podem fazer em público. Se se comportam de maneira errada, são castigados imediatamente. O príncipe George tentou muitas vezes quebrar essas normas em parques e foi mandado para casa no mesmo momento.

5. Em casa, podem relaxar

“Eles ainda não quebraram nada mas sempre tentam. George corre, empurra as coisas e pula pela casa toda. Espero que isso diminua com o tempo, por favor”, confessa William.

4. Castigos físicos estão proibidos

Por pior que as crianças se comportem, os pais nunca apelam para castigos físicos. Quando George faz birra, a mãe Kate sempre encontra uma maneira de conversar e chamar a atenção do garoto. Muitas vezes, ela mesma se joga no chão e começa a gritar, fazendo com que os filhos fiquem assustados e se acalmem.

O príncipe George e a princesa Charlotte passam muito tempo fora de casa, correndo e andando de bicicleta. Eles estão proibidos de usar aparelhos eletrônicos. Kate e William acreditam que esse tipo de brinquedo não é necessário por enquanto, e preferem deixá-los para quando as crianças forem um pouco mais velhas.

2. ’Sim’ aos desenhos animados

Ver televisão em família está permitido, mas apenas em horários estabelecidos. Charlotte adora a ’Peppa Pig’ e George adora ’Sam, o Bombeiro’.

1. Consumo razoável

Kate e William não são consumistas. Eles costumam recusar artigos da moda e muitas vezes vemos George e Charlotte com roupas que os pais usaram quando eram crianças, ou com a roupa do tio Harry. Se precisam comprar algo novo, Kate prefere optar por roupas que a maioria das pessoas também compra, e não marcas de luxo.

Consumidores de Luxo

Fonte: Victoria Macdonald, Luxsell.me

Nem todos os consumidores de luxo são reconhecíveis de imediato: eles podem não estar dirigindo um Bentley ao chegar na sua loja, ou vestindo a última tendência. O fato é que, mesmo tendo milhões de dólares, alguns consumidores com alto patrimônio consideram-se classe média. Rachel Sherman, repórter do jornal The New York Times, recentemente entrevistou uma série de indivíduos ricos que não se consideram “ricos” ou “classe alta”, e muitas vezes preferem utilizar termos como “confortáveis” e “afortunados”. Alguns até se consideram “classe média” ou “entre as classes”.

Para esses indivíduos – que a repórter denominou como “rico em trabalho” – os conceitos de raridade, elitismo e reconhecimento podem não ter grande influência. Sherman explica como esses consumidores entendem o processo de compra: “as pessoas ricas devem se sentir dignas de privilégios. Ser digna significa trabalhar duro e gastar o dinheiro sabiamente. Esse tipo de consumidor rico não é influenciado pelo wow” diz ela; eles precisam entender o real valor das suas compras. Eles não se contentarão com o valor que pagaram por algo, ao invés disso, ficarão felizes em saber detalhadamente o dinheiro que economizaram.

O valor que cada um desses consumidores atribui a sua compra irá variar de indivíduo para indivíduo. Suas razões podem ser variadas assim como o mecanismo complexo de um relógio suíço, e ainda podem ser baseadas em economia ou emoções. Isso significa que um vendedor especializado e experiente deverá descobrir o que é de valor para cada tipo de cliente.

A autora do texto trabalhou para a marca Tiffany&Co há alguns anos atrás. Durante muito tempo, ela desejou um colar que estava fora do que ela gostaria de pagar. Quando lançaram o colar em um material mais acessível, surgiu a oportunidade de adquiri-lo. No entanto, durante o processo de compra, o vendedor fez perguntas simples: como ela pretendia usar o colar, quais outros tipos de joias ela possuía e como cuidava das peças; e através das respostas ela percebeu que a versão mais cara do colar era a mais apropriada para o uso dela. Embora significativamente mais caro, a decisão de compra baseou-se em durabilidade, manutenção e frequência de uso. Em nenhum momento o especialista em vendas tentou invadir o íntimo da autora para descobrir seus hábitos. Para ela, foi um decisão prática e com significado a longo prazo, e não uma busca por status. Foi uma compra que “valeu a pena”, e este sentimento deve estar presente na cabeça dos seus clientes ao deixarem a sua loja ou adquirirem seu serviço.

Fazer as perguntas certas irá facilitar o especialista em vendas a posicionar o produto ou serviço da forma mais sensível para o consumidor. Para alguém que evita o elitismo, mencionar que o produto é exclusivo, última geração, raro de ser encontrado e objeto desejo de alguma celebridade; só irá atrapalhar o processo de compra. O vendedor deve demonstrar que o produto ou serviço faz sentido para o cliente, baseado nas informações compartilhadas. Desta forma uma relação de confiança começa a ser construída e irá proporcionar compras futuras.

Evidência mais antiga de produção de vinho é encontrada.

Enófilos tomem nota: 5.980 a.C. foi um ano muito bom para vinhos.

Vinho é colocado em taça na França
03/04/2017 REUTERS/Regis Duvignau
Vinho é colocado em taça na França 03/04/2017 REUTERS/Regis Duvignau

Foto: Reuters

Cientistas anunciaram nesta segunda-feira a descoberta da evidência conhecida mais antiga de produção de vinho, detectando sinais de químicos indicativos de bebida alcoólica fermentada feita de uvas em fragmentos de jarros de cerâmica de quase 8 mil anos em dois locais a cerca de 50 quilômetros de Tbilisi, capital da Geórgia.

As descobertas indicam que esta importante conquista cultural ocorreu antes do que previamente conhecido na região do Cáucaso Sul, na fronteira do leste da Europa e oeste da Ásia. Até agora, a evidência mais antiga de produção de vinhos havia vindo de cerâmicas das Cordilheiras de Zagros, no Irã, datadas de entre 5.400 a.C. e 5000 a.C..

“O álcool tinha um papel importante em sociedades no passado, assim como tem hoje”, disse o arqueólogo Stephen Batiuk, da Universidade de Toronto, um dos pesquisadores do estudo publicado na revista acadêmica Proceedings of the National Academy of Sciences.

“O vinho é central para a civilização como conhecemos hoje no Ocidente”, acrescentou Batiuk. “Como um remédio, lubrificante social, substância que altera a mente e commodity altamente valiosa, o vinho se tornou o foco de cultos religiosos, farmacopeias, culinárias, economias e sociedade no antigo Oriente Próximo.”

David Lordkipanidze, diretor do Museu Nacional Georgiano que ajudou a comandar a pesquisa, disse que grandes jarros chamados qvevri, similares aos usados na antiguidade, ainda são usados atualmente para produção de vinho na Geórgia.

Os pesquisadores realizaram análises bioquímicas para encontrar componentes residuais de vinhos que as cerâmicas haviam absorvido. O arqueólogo biomolecular da Universidade da Pensilvânia Patrick McGovern encontrou evidências de ácido tartárico, um indício de preparação envolvendo a uva euro-asiática, assim como três ácidos orgânicos associados: málico, succínico e cítrico.

A cerâmica foi encontrada em dois vilarejos neolíticos, no passado lar de talvez 60 pessoas cada, consistindo de pequenas casas de tijolos de barro. Os moradores colhiam trigo, criavam ovelhas, cabras e bovinos e usavam simples ferramentas feitas de ossos e obsidiana.

Os jarros cinzentos, alguns decorados com simples imagens de cachos de uvas e um homem dançando, tinham cerca de 80 centímetros de altura e 40 centímetros de largura. Evidências de vinho foram encontradas em oito jarros, sendo o mais velho de 5980 a.C.

“O vinho era provavelmente feito de forma similar ao tradicional método qvevri de hoje em dia na Geórgia, no qual as uvas são esmagadas e a fruta, caules e sementes são fermentados juntos”, disse Batiuk.

Este não é o indício mais antigo de uma bebida alcoólica. Evidências foram encontradas na China de uma mistura alcoólica fermentada de arroz, mel e frutas, de cerca de 7.000 a.C.

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A livraria mais bonita do mundo: Selexyz Dominicanen Boekhandel

A igreja Dominicana original foi construída em 1294, cerca de 80 anos após São Domingos ter formado a Ordem dos Pregadores. O fechamento é geralmente creditado a Napoleão Bonaparte. Seu exército fechou o edifício durante a invasão de 1794, apesar do respeito de Napoleão e seu carisma com a religião católica, forma de manter a ordem social. A igreja não caiu em ruínas, mas passou os próximos dois séculos abandonada e negligenciada.

A imponente igreja dominicana do século XII foi restaurada, resultando num contraste incrível entre a estrutura gótica externa e a decoração interior moderna, um charme para poucos.

Hoje, a estrutura tem uma estante de três andares completa, com passarelas, escadas e elevadores. O arranjo atual foi projetado pelo escritório de arquitetura Amsterdam Merkx + Girod que ganhou o Lensvelt de Architect Interior Prize em 2007, por seu trabalho. O pessoal da Merkx + Girod escolheu estantes de aço preto e mobiliário moderno (incluindo uma mesa de leitura em forma de cruz), combinando com a abóbada da igreja, arcos ornamentados e afrescos decorativos.

Se na idade média a igreja foi o abrigo do conhecimento – sim, oprimiu pensadores independentes, mas mesmo assim abrigou alguns grandes pensadores – agora o templo localizado em Masstricht volta a ser local onde se tem aceso à cultura.

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Pierre Bergé: “Yves Saint Laurent se aposentou e morreu na hora certa”

MODA / POR SARAH LEE
Pierre Bergé: “Yves Saint Laurent se aposentou e morreu na hora certa”
Pierre Bergé fotografado pelo TheTalks.com ©Reprodução
A revista online The Talks publicou uma ótima entrevista com Pierre Bergé, em que o sócio e companheiro de longa data de Yves Saint Laurent (1936 – 2008) fala sobre a vida e o trabalho do estilista, que ele define como “artista” e como um dos designers de moda mais importantes do século 20 — “Chanel deu liberdade às mulheres; eu acho que Saint Laurent lhes deu poder”, ele afirma. A entrevista é extensa, mas vale a pena ler para ter um acesso muito particular a temas como a bem-sucedida dinâmica de trabalho Bergé-Laurent, a evolução da moda, e a genialidade e inquietude de Saint Laurent. Confira o texto traduzido na íntegra:
Sr. Bergé, é verdade que o senhor conheceu Yves Saint Laurent pela primeira vez no funeral de Christian Dior, em 1957?
Bem, você pode nos ver em uma foto que mostra os convidados de luto, mas na verdade eu o conheci no dia 3 de fevereiro de 1958, durante um jantar organizado por Marie-Louise Bousquet. Eu fui parabeniza-lo alguns dias depois que sua primeira coleção na Dior foi apresentada. Seis meses depois estávamos morando juntos.
E o que foi marcante para o senhor a respeito desse encontro?
Eu não sabia muito sobre moda na época. Eu era um amigo muito próximo de Christian e de alguns outros mestres da alta-costura como Balenciaga, mas para mim, moda não era arte. Aos meus olhos, era só algo para ganhar dinheiro. Mas na manhã desse primeiro desfile dele na Dior, entendi que uma coisa havia acontecido comigo. Percebi que eu era estúpido. Eu amei o que vi e simplesmente soube que Yves Saint Laurent seria um grande designer de moda.
Depois que Yves Saint Laurent foi demitido da Dior por causa do serviço militar na Argélia, o senhor fundou a grife homônima com ele e atuou como o CEO por mais de 40 anos, uma parceria muito longa e bem-sucedida.
Tínhamos um Muro de Berlim entre nós. Eu nunca interferi em seu design criativo por motivos comerciais, e ele nunca veio falar comigo sobre dinheiro. Nenhuma vez.
O dinheiro não era importante para Yves Saint Laurent?
Não. Porque ele confiava em mim e também, claro, porque ele sabia que tinha dinheiro. Mas ele nunca sabia quanto ele tinha. Nunca. Dinheiro para ele era uma coisa estranha.
Talvez esse tenha sido o motivo pelo qual vocês acabaram tendo uma incrível coleção de arte. Vocês podiam simplesmente comprar qualquer coisa que gostavam sem pensar duas vezes?
Bem, não era tão fácil, não no comecinho. Quando começamos nosso negócio, não tínhamos dinheiro, mas mais tarde o dinheiro não era tão valioso a ponto de não o gastarmos em arte. Tínhamos muito orgulho da coleção que criamos.
O senhor a vendeu no maior leilão privado da história por € 373.500.000 (pouco mais de 853 milhões de reais). Por que o senhor a vendeu se ela era tão importante para vocês dois?
Quando decidi vender a coleção depois que Yves morreu, não foi só uma decisão nostálgica, mas também uma decisão monetária. Mas o dinheiro não era para mim. Como você deve saber, nós temos uma fundação [a Fondation Pierre Bergé – Yves Saint Laurent] que precisa de dinheiro e uma grande parte dessa venda foi para a fundação. Eu sou envolvido com muitas, muitas empreitadas, como a luta contra a AIDS, o apoio a teatros, e muitas outras coisas. Decidi vender a coleção principalmente por essa razão – para ter dinheiro para esses fins.
[O “leilão do século”, como o evento ficou conhecido, foi o ponto de partida para o documentário “L’Amour Fou” (2011), que durante o processo de produção acabou mudando o seu foco para um retrato intimista da relação entre Yves Saint Laurent e Pierre Bergé. Assista ao trailer]:
O senhor estava com ele no momento em que ele morreu?
Claro. Eu tinha decidido ir a Montreal por um fim de semana para visitar uma exibição quando recebi uma ligação do médico. Ele disse que era uma questão de talvez uma ou duas semanas. Antes e depois isso, fiquei sentado ao lado dele.
Ele tinha câncer no cérebro. Yves Saint Laurent sabia que a morte dele estava se aproximando?
De maneira alguma. Ele nunca soube. O médico me disse que não havia mais nada a ser feito e nós mutuamente decidimos que seria melhor para ele que ele não soubesse. Sabe, eu tenho a crença de que Yves não teria sido forte o suficiente para aceitar isso.
Como o senhor se sentiu quando ele não estava mais lá?
É tão difícil e quase impossível de descrever. Mas você também pode ter sentido isso em sua vida: é muito diferente se uma pessoa falece de repente, em um acidente ou AVC, ou após uma longa doença. Eu estava meio que esperando e isso me ajudou a estar preparado para essa grande perda.
O senhor se sente triste por não trabalhar mais com moda? Sente falta do aspecto do negócio desde que se aposentou com Yves Saint Laurent?
Não. Provavelmente porque a indústria da moda não é exatamente a mesma do passado. Eu não sou nostálgico – eu odeio nostalgia – mas estou feliz por não trabalhar nos negócios da moda hoje. Sinto muito te dizer isso, mas não é muito fácil trabalhar com revistas de moda agora.
Por quê?
Com Yves Saint Laurent, nós nunca falávamos de dinheiro, nunca relacionamos capas com publicidade, nunca conversávamos sobre isso. Nunca. Deixe-me dizer uma coisa: nós abrimos a Couture House em 1962, e em 1963 já estávamos em capas, com páginas internas inteiras. Você acha que isso é possível hoje? Mesmo com um novo Saint Laurent?
Será que Yves Saint Laurent odiaria a indústria da moda de hoje?
Claro! Yves se aposentou na hora certa e ele morreu na hora certa. Sinto muito te dizer isso, mas para mim é muito difícil entender o que aconteceu com os negócios da moda. É tudo uma questão de dinheiro e marketing. Nós nunca conversamos sobre talento – não é esse o ponto. Só falamos de vendas. Yves Saint Laurent teria odiado isso.
Qual o senhor diria que foi a maior conquista dele na moda? Especialmente nos anos 1960, Yves Saint Laurent e toda a empresa em torno dele realmente apontaram para uma nova direção.
Saint Laurent é, juntamente com Chanel, o designer de moda mais importante do século 20. Era uma época diferente de designers, uma época de grandes intelectuais. Eu já vi vestidos maravilhosos do Balenciaga e Christian Dior – mas a diferença entre aqueles designers de moda e Chanel e Saint Laurent é que eles permaneceram no campo estético. Saint Laurent e Chanel foram para o campo social – eles mudaram a vida de mulheres ao redor do mundo.
Por causa do que exatamente?
Chanel deu liberdade às mulheres; eu acho que Saint Laurent lhes deu poder. Podemos ver isso hoje, todos os dias.
Yves Saint Laurent e Pierre Bergé em dois momentos de sua longa parceria ©Reprodução
Todos o consideravam um gênio e ele se tornou cada vez mais intenso em sua maneira de trabalhar e viver. Por que o senhor acha que ele se viciou em drogas e álcool em meados dos anos 1970?
É muito difícil responder o que levou a esse vício. Mas tenho que admitir que Yves criou coleções maravilhosas usando drogas e álcool. Isso dificultou muito que ele parasse.
Ele estava sempre criando?
Sempre. Ele não prestava muita atenção em nada mais – ou ninguém mais. Marcel Proust explicou isso muito bem: ele disse que se você é um gênio, você está ocupado consigo mesmo – e é verdade. Voilà.
Yves Saint Laurent era frequentemente descrito como uma pessoa deprimida, e até em seu discurso de aposentadoria ele disse: “Eu passei por muitas angústias, muitos infernos; conheci o medo e uma solidão tremenda; os amigos enganadores que são os tranquilizantes e narcóticos; a prisão que pode ser a depressão e as clínicas de saúde mental”. Mas Yves Saint Laurent não foi uma pessoa que conquistou tudo? O que poderia faze-lo tão triste?
Acho que ele nasceu com depressão. E mais tarde ele sofreu com a fama porque percebeu que ela não lhe trouxe nada.
O senhor chamaria Yves Saint Laurent — aquele gênio admirado por tantos milhões — de uma pessoa trágica, no fim das contas?
Saint Laurent era um artista. E um artista sempre joga com sua realidade interna. Você tem que conhecer as regras do jogo — e eu conseguia lidar com isso muito bem. Tivemos muitos momentos felizes.
Quando ele era mais feliz?
Ele podia ser hilário entre amigos. Mas acho que ele ficava em seu estado mais feliz quando terminava uma coleção e recebia os aplausos e as ovações em pé. Depois disso a missão dele estava terminada. Era como um fogo de artifício — e então começava tudo de novo.

Academia Brasileira de Letras.

História

Fundação

A iniciativa foi tomada por Lúcio de Mendonça, concretizada em reuniões preparatórias que se iniciaram em 15 de dezembro de 1896 sob a presidência de Machado de Assis (eleito por aclamação) na redação da Revista Brasileira. Nessas reuniões, foram aprovados os estatutos da Academia Brasileira de Letras a 28 de janeiro de 1897, compondo-se o seu quadro de quarenta membros fundadores. A 20 de julho desse ano, era realizada a sessão inaugural, nas instalações do Pedagogium, prédio fronteiro ao Passeio Público, no centro do Rio.

Sem possuir sede própria nem recursos financeiros, as reuniões da Academia eram realizadas nas dependências do antigo Ginásio Nacional, no Salão Nobre do Ministério do Interior, no salão do Real Gabinete Português de Leitura, sobretudo para as sessões solenes. As sessões comuns sucediam-se no escritório de advocacia do Primeiro Secretário, Rodrigo Octávio, à rua da Quitanda, 47.

A partir de 1904, a Academia obteve a ala esquerda do Silogeu Brasileiro, um prédio governamental que abrigava outras instituições culturais, onde se manteve até a conquista da sua sede própria.

Petit Trianon

O Petit Trianon.

Em 1923, graças à iniciativa de seu presidente à época, Afrânio Peixoto e do então embaixador da França, Raymond Conty, o governo francês doou à Academia o prédio do Pavilhão Francês, edificado para a Exposição do Centenário da Independência do Brasil, uma réplica do Petit Trianon de Versalhes, erguido pelo arquiteto Ange-Jacques Gabriel, entre 1762 e 1768.

A 22 de Setembro de 1941 foi agraciada com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada de Portugal e a 26 de Novembro de 1987 foi feita Membro-Honorário da mesma Ordem de Portugal.

Essas instalações encontram-se tombadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC), da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, desde 9 de novembro de 1987. Os seus salões funcionam até aos dias de hoje abrigando as reuniões regulares, as sessões solenes comemorativas, as sessões de posse dos novos acadêmicos, assim como para o tradicional chá das quintas-feiras. Podem ser conhecidas pelo público em visitas guiadas ou em programas culturais como concertos de música de câmara, lançamento de livros dos membros, ciclos de conferências e peças de teatro.

Petit Trianon, sede da ABL no Rio de Janeiro

No primeiro pavimento do edifício, no Saguão, destaca-se o piso de mármore decorado, um lustre de cristal francês, um grande vaso branco de porcelana de Sèvres e quatro baixos-relevos em pedra de coade ingleses. Entre as demais dependências, ressaltam-se:

No segundo pavimento encontra-se a Sala de Chá, onde os acadêmicos se encontram, às quintas-feiras, antes da Sessão Plenária, a Sala de Sessões e a Biblioteca. Esta última atende aos acadêmicos e a pesquisadores, com destaque para a coleção de Manuel Bandeira.

Espaço Machado de Assis

No segundo pavimento do Centro Cultural da Academia Brasileira de Letras encontra-se o Espaço Machado de Assis, que abriga o Núcleo de Informação e Referência sobre a obra de Machado de Assis, a Galeria de Exposições e a Sala de Projeções, onde se podem assistir filmes e vídeos relativos ao universo machadiano.

Revista da academia

Uma edição da Revista Brasileira exposta numa biblioteca municipal.

Em 1910 a instituição lança seu periódico oficial, a Revista da Academia Brasileira de Letras, posteriormente a instituição encampa a tradicional Revista Brasileira, para resgatar e dá prosseguimento ao períódico, que assim passa – em 1941 – por sugestão de Levi Carneiro[10], a ser a revista da Casa de Machado de Assis[11].

Características

A Academia tem por fim, segundo os seus estatutos, a “cultura da língua nacional”, sendo composta por quarenta membros efetivos e perpétuos, conhecidos como “imortais”, escolhidos entre os cidadãos brasileiros que tenham publicado obras de reconhecido mérito ou livros de valor literário, e vinte sócios correspondentes estrangeiros.

À semelhança da Academia francesa, o cargo de “imortal” é vitalício, o que é expresso pelo lema “Ad immortalitem”, e a sucessão dá-se apenas pela morte do ocupante da cadeira. Formalizadas as candidaturas, os acadêmicos, em sessão ordinária, manifestam a vontade de receber o novo confrade, através do voto secreto.

Os eleitos tomam posse em sessão solene, nas quais todos os membros vestem o fardão da Academia, de cor verde-escura com bordados de ouro que representam os louros, complementado por chapéu de veludo preto com plumas brancas. Nesse momento, o novo membro pronuncia um discurso, onde tradicionalmente se evoca o seu antecessor e os demais ocupantes da cadeira para a qual foi eleito. Em seguida, assina o livro de posse e recebe das mãos de dois outros imortais o colar e o diploma; a espada é entregue pelo decano, o acadêmico mais antigo. A cerimônia prossegue com um discurso de recepção, proferido por um confrade, referindo os méritos do novo membro.

Instituição tradicionalmente masculina, a partir de 4 de novembro de 1977, aceitou como membro Rachel de Queiroz, para quem foi desenhada uma versão feminina do tradicional fardão: um vestido longo de crepe francês verde-escuro, com folhas de louro bordadas em fio de ouro.

Presidentes da ABL

O primeiro presidente da ABL foi Machado de Assis, eleito por aclamação e também seu “presidente perpétuo”. Durante quase 34 anos consecutivos, Austregésilo de Athayde presidiu o Silogeu (1959-1993), imprimindo, na sua gestão, um caráter de vitaliciedade ao cargo que fugia aos princípios originais – e que foi abandonado por seus sucessores.

Ana Maria Machado, foi eleita para presidir a academia no biênio 2012/2013. Foi a segunda mulher a ocupar o cargo. Sucedida por Geraldo Holanda Cavalcanti.

Membros

De pé: Rodolfo Amoedo, Artur Azevedo, Inglês de Sousa, Bilac, Veríssimo, Bandeira, Filinto de Almeida, Passos, Magalhães, Bernardelli, Rodrigo Octavio, Peixoto; sentados: João Ribeiro, Machado, Lúcio de Mendonça e Silva Ramos.

No quadro atual da Academia, o mais antigo dos Imortais é José Sarney, eleito em 17 de julho de 1980, e o mais novo é Zuenir Ventura, eleito para a cadeira de número 32 em 6 de março de 2015. O membro mais idoso é a professora Cleonice Berardinelli de 100 anos.

Patronos das cadeiras

Para cada uma das quarenta cadeiras, os fundadores escolheram os respectivos patronos, homenageando personalidades que marcaram as letras e a cultura brasileira, antes da fundação da Academia.

Foi uma inovação. A Academia Francesa, que servira de modelo, instituíra as cadeiras, mas atendendo apenas a uma numeração de um até quarenta. A escolha desses patronos deu-se de forma um tanto aleatória, com sugestões sendo feitas pelos próprios imortais.

Historiando esta escolha, em discurso proferido na casa, no ano de 1923, Afrânio Peixoto (que dela foi presidente), deixou registrado:

Sócios correspondentes

No quadro atual da Academia, o mais antigo dos sócios correspondentes é José Carlos de Vasconcelos, eleito em 1981, e o mais novo é Didier Lamaison, eleito em 2009.

Críticas

A Academia Brasileira de Letras já foi criticada por nunca ter se aberto para aclamados escritores da literatura brasileira, tais como Lima Barreto, Monteiro Lobato, Carlos Drummond de Andrade, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Júnior, Graciliano Ramos, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Vinícius de Moraes, Erico Verissimo, Mário Quintana e Paulo Leminski, bem como por ter tornado “imortais” políticos como Getúlio Vargas, José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, ex-presidentes da República; o senador pernambucano Marco Maciel, ex-vice presidente da República; o político catarinense Lauro Müller; o médico Ivo Pitanguy, cirurgião plástico; o inventor Santos Dumont, que apesar de suas grandes contribuições científicas, não se dedicava à produção literária; Assis Chateaubriand, magnata das comunicações no Brasil entre o final dos anos 1930 e início dos anos 1960; Roberto Marinho, fundador do maior império de mídia do país; Merval Pereira, jornalista colaborador da Rede Globo; e Paulo Coelho.

Também não participaram da Academia os escritores Jorge de Lima e Gerardo Melo Mourão, indicados ao Prêmio Nobel de Literatura. António Cândido de Mello e Sousa, Autran Dourado, Rubem Fonseca e Dalton Trevisan, vencedores do Prêmio Camões, são outros nomes importantes que não figuram entre os membros da instituição.

O mérito dos patronos das cadeiras também é bastante debatido, conforme pode ser visto no trecho do discurso proferido por Afrânio Peixoto, registrado acima.

O jornalista Fernando Jorge em “A Academia do Fardão e da Confusão: a Academia Brasileira de Letras e os seus ‘Imortais’ mortais” critica a eleição de “personalidades” para a ABL, ou seja, pessoas influentes na sociedade, mas cuja principal ocupação não era a literatura e que, muitas vezes, produziam materiais apenas para que pudessem ser eleitos, nunca mais voltando a produzir qualquer obra de valor literário. O pesquisador também critica o processo eleitoral, pois este não seria feito com base nos méritos literários dos candidatos.

Jorge também afirma que a Academia também não empreende projetos em favor da cultura da língua portuguesa, apesar de dispor de capital para, por exemplo, relançar edições esgotadas e promover campanhas de alfabetização e incentivo a leitura. Além disso, para o escritor, a instituição permaneceu calada diante das pesadas censuras do Governo Vargas e do Regime Militar brasileiro.

Fonte: Wikipédia.

Parlamento do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte Parliament of the United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland

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O Parlamento do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte é o corpo legislativo supremo do Reino Unido e territórios britânicos ultramarinos. Por si só tem soberania parlamentar, o que lhe confere poder soberano sobre todos os outros corpos políticos do Reino Unido e seus territórios. É encabeçado pelo monarca do reino (atualmente a rainha Isabel II do Reino Unido).

O parlamento é composto por duas câmaras, sendo a câmara alta denominada por Casa ou Câmara dos Lordes, e a câmara baixa, por Casa ou Câmara dos Comuns do Reino Unido. O Monarca é o terceiro componente do parlamento.

As duas câmaras se reúnem no Palácio de Westminster em Londres. Por ato constitucional todos os ministros do governo, incluindo o Primeiro-ministro, são membros da Câmara dos Comuns ou da Câmara dos Lordes. E assim também fazem parte do corpo legislativo.

O Parlamento do Reino Unido foi formado em 1707, após a ratificação do Tratado de União quando o Parlamento da Inglaterra e o Parlamento da Escócia passaram a ser um único parlamento. O parlamento cresceu ainda mais após o Ato de União de 1800 quando o Parlamento Irlandês foi adicionado ao recém criado Parlamento da Grã-Bretanha, .

O Parlamento da Inglaterra por si só tem evoluído desde a Idade Média sendo o maior órgão legislativo do mundo anglófono e fazendo com que a Inglaterra seja intitulada “The Mother of Parliaments” (A Mãe dos Parlamentos). A casa mais poderosa do parlamento é a Casa dos Comuns.

Durante a Idade Média e até o início da Idade Moderna a região da Grã-Bretanha possuía quatro reinos distintos e cada um com seus respectivos parlamentos. Os Atos das Leis em Gales 1535-1542 anexaram o País de Gales à Inglaterra, o Tratado de União de 1707 criou o Reino Unido da Grã-Bretanha e o Ato de União de 1800 criou o atual Reino Unido.

O parlamento inglês teve origem após a província romana da Britânia. Em 1066, Guilherme I de Inglaterra trouxe para a Inglaterra um sistema feudal no qual era necessário um conselho para avaliar as leis que seriam instituídas. Em 1215, o Conselho já mostrava o seu poder obrigando o Rei João a assinar a Magna Carta, limitando assim o poder dos monarcas.

O atual parlamento teve origem em 1200 durante o reinado de Eduardo I de Inglaterra, neto de João, que convocou o parlamento várias vezes junto aos religiosos e burgueses com o objetivo de delimitar as respectivas leis.

Composição

Os dois elementos chave na política do Reino Unido são a Coroa do Reino Unido e o próprio parlamento. Os membros do parlamento, composto por duas câmaras, não podem fazer parte das duas casas ou trocar de câmara arbitrariamente. Como cargo histórico, a Coroa ainda é muito poderosa e exerce poder sobre todas as outras câmaras e partidos podendo até dissolver as câmaras, criar novos tratados, declarar guerras ou nomear os presidentes das câmaras. O monarca também escolhe o primeiro-ministro, que em seguida terá poder sobre as câmaras.

Os Lordes Espirituais eram os clérigos que representavam a Igreja da Inglaterra, mas foram dissolvidos durante o reinado de Henrique VIII de Inglaterra. Todos os bispos diocesanos continuaram com lugar no parlamento, mas um novo tratado determinou que apenas 26 bispos ocupariam lugar no parlamento, estes são o Arcebispo da Cantuária, o Arcebispo de York, o Bispo de Londres, o Bispo de Durham e o Bispo de Winchester. Os outros 21 Lordes Espirituais são os mais altos bispos diocesanos, classificados por ordem de consagração.

Os Lordes Temporais são todos membros da nobreza e eram hereditários. Os direitos de lugares hereditários no parlamento tem origem em 1707. Dos cargos hereditários apenas 92 mantém seus lugares no parlamento.

Todas as leis que fazem parte da Constituição do Reino Unido devem ser aprovadas pelo parlamento.

Funções

As leis sancionadas pelo parlamento britânico são válidas em todo o Reino Unido, porém algumas leis não são no território da Escócia devido a um acordo político ratificado em 1999 no qual é bem claro que a Escócia possui uma legislatura particular, o Parlamento Escocês. Embora qualquer lei do parlamento escocês possa ser anulada pelo parlamento britânico, elas tem de ser ratificadas para o povo escocês como uma forma de validação da Constituição da Escócia.

Além das funções legislativas, o parlamento também exerce funções judiciárias. O monarca constitui o mais alto juiz, mas o Privy Council também exerce poder sobre algumas jurisdições.

Algumas outras funções jurisdicionais tem sido realizadas pela Câmara dos Lordes. No caso de impeachment por parte dos membros, a Câmara dos Comuns basicamente inicia a ação judicial e a Câmara dos Lordes julga com todo um conselho jurídico.

De acordo com os juristas, o parlamento tem soberania em todo o território do Reino Unido e poder para extinguir leis, ampliá-las ou reduzi-las. O poder parlamentar do Reino Unido frequentemente é controlado na Constituição do Reino Unido.

Procedimentos

Diagrama de funcionamento do processo legislativo no Parlamento do Reino Unido.

  • Number-1 (dark green).png Primeira Leitura – Não ocorre votação, o projeto de lei é apresentado, impresso e é marcada a data da Segunda Leitura.
  • Number-2 (dark green).png Segunda Leitura – Debate dos princípios gerais do projeto de lei seguido por uma votação.
    • Fase das Comissões – As comissões analisam cada artigo do projeto de lei
    • Fase dos Relatórios – Oportunidade para propor emendas ao projeto de lei
  • Number-3 (dark green).png Terceira Leitura – Debate e votação do texto final a ser entregue a Câmara dos Lordes.
  • NYCS-bull-trans-1.svg Primeira Leitura – Mesmos procedimentos
    • Fase das Comissões – Mesmos procedimentos
    • Fase dos Relatórios – Mesmos procedimentos
  • NYCS-bull-trans-2.svg Segunda Leitura – Mesmos procedimentos
  • NYCS-bull-trans-3.svgTerceira Leitura – Mesmos procedimentos
  • Passagem – O projeto de lei retorna à primeira Câmara.
  • Exame minuncioso para considerar todas as emendas
  • O texto é processado para o Consentimento Real, se aprovado, vira lei.
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