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NUMA EXTENSA HERDADE NO LITORAL ALENTEJANO Artista alemão Anselm Kiefer fixa-se em Portugal. LUSA 

NUMA EXTENSA HERDADE NO LITORAL ALENTEJANO

Artista alemão Anselm Kiefer fixa-se em Portugal.

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Anselm Kiefer ALEX GRIMM/REUTERS (ARQUIVO)

Um dos maiores artistas plásticos da actualidade, o alemão Anselm Kiefer, vai fixar-se em Portugal, para criar uma “floresta cultural” numa extensa herdade no Litoral Alentejano, foi anunciado.

O pólo cultural que vai ser criado perto da Comporta, no concelho de Alcácer do Sal, pretende ser um “centro de atracção pública” e foi negociado com o Governo e com o município local, precisa uma nota do gabinete do primeiro-ministro, José Sócrates, que hoje recebeu Kiefer em audiência. “Portugal ficará, assim, a contar com uma grande centro cultural e turístico de excepcional qualidade de projecção internacional, (…) o primeiro envolvendo o nosso país e um grande criador mundial de nacionalidade não portuguesa”, refere o texto enviado à Lusa.

Anselm Kiefer, 64 anos, tem obras nos maiores museus do mundo, caso do Arte Moderna de Nova Iorque, Gugenheim, de Bilbao (Espanha), Centre Pompidou (Paris) e foi o segundo artista contemporâneo vivo a integrar a colecção permanente do Louvre, também na capital francesa. O primeiro foi Georges Braque, cerca de 50 anos antes.

Com uma obra que vai além das artes plásticas, concebeu, dirigiu e encenou a ópera comemorativa dos 20 anos da Ópera da Bastilha, em França. Em 2008, recebeu o Friedenspreis der Deutschen Buchhandels – um do prémios de maior prestígio na Alemanha, pela primeira vez atribuído a um artista plástico.

Kiefer chega a Portugal vindo de França, onde ao longo de 14 anos e num espaço de 100 hectares, em Barjac, criou um importante conjunto de obras.

A opção por Portugal significa que o artista alemão terá “declinado múltiplos convites alternativos, alguns deles formulados por países europeus”, acrescenta a nota do Gabinete de José Sócrates.

Considerado um dos mais conhecidos artistas de sucesso do pós-guerra, mas também dos mais controversos, Anselm KIefer tornou-se conhecido pelas suas pinturas de materiais (materialbilder) e na sua obra confronta-se com o passado e aborda temas tabu bastante controversos, como a época nazi.

Um dos seus quadros mais famosos é “Margarethe”, em que utiliza na tela óleos e palha, e se inspira no poema “Todesfuge” (Fuga da Morte) de Paul Celan.

Nos media da Alemanha, trava-se há muitos anos uma controvérsia em torno do real valor da sua obra, que já teve incursões pela mitologia alemã e pela mística judaica, a chamada Kabbala.

Além de quadros, Kiefer criou aquarelas, fotos e embutidos de madeira e também esculturas. Os seus mísseis e aviões de chumbo, e uma biblioteca formada por álbuns (fólios) de chumbo, intitulada “60 milhões de ervilhas”, estão também entre as obras de Kiefer mais conhecidas.

Roma recebe exposição com 60 obras de Claude Monet.

Mostra conta com quadros cedidos pelo museu do artista, em Paris.

O Complexo do Vittoriano de Roma, também conhecido como “Altar da Pátria”, inaugurou nesta quinta-feira (19) uma mostra com 60 obras do pintor impressionista francês Claude Monet.

A exposição ficará aberta até o dia 11 de fevereiro de 2018, e o público poderá admirar algumas das pinturas mais famosas do artista, que foram cedidas pelo Museu Marmottan Monet, situado em Paris.

A mostra é dividida em seis seções, que contam toda a trajetória do francês. Entre as 60 obras disponíveis, estão desde suas paisagens rurais e urbanas de Londres e Paris até os primeiros retratos de seus filhos.

Claude Monet morreu em 1926, aos 86 anos, e é considerado o “pai” do movimento impressionista.