Arquivo | novembro 2018

Enoturismo na França e as vantagens de comprar vinhos direto na fonte.

Junto com a Lazenne, empresa especializada em embalagens especiais e malas para transporte de vinho (leia mais sobre ela no final desse artigo), damos dicas de como e onde fazer o enoturismo na França e em alguns outros países da Europa.

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Vilarejo de Saint Emillion, em Bordeaux (foto: )

Por que visitar as regiões vinícolas para melhor conhecer e comprar vinhos?

Não há maneira melhor de entender e apreciar os diferentes vinhos franceses do que visitando as inúmeras regiões vinícolas do país, onde é possível encontrar os produtores locais, descobrir suas histórias e conhecer cada terroir (solo + condições climáticas), afinal de contas, o vinho francês é uma expressão/tradução direta do seu terroir.

Hoje em dia o enoturismo não se resume mais à simples visita de um domínio acompanhada de uma degustação. O que as empresas e guias especializados oferecem é uma experiência completa e imersiva que engloba visita aos vinhedos, encontro com o produtor, história da fazenda, iniciação à colheita, aulas de culinária, refeições onde se aprende com qual tipo de comida o vinho ali produzido se harmoniza etc.

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Vinhedos em Saint Emillion, em Bordeaux (foto: )

Em Bordeaux, por exemplo, a empresa Viniv, com sede no Château Lynch-Bages, propõe que você elabore seu vinho sob medida, desde a colheita até o engarrafamento. Outras empresas oferecem passeios em scooter ou em picapes com direito a piquenique nos vinhedos e acesso a pequenos produtores que produzem vinhos excepcionais mas que não os exportam e só os comercializam na própria região.

Tudo isso permite que você desenvolva seu paladar e descubra quais são seus vinhos e/ou regiões preferidos. Além disso, comprar vinhos diretamente do produtor é garantia de melhores preços e de mais qualidade. Sem falar, nas recordações e histórias para contar no momento da degustação de cada garrafa.

Como visitar as regiões vinícolas?

Você pode visitar as regiões vínicolas por conta própria, o que requer mais tempo de organização e também uma certa flexibilidade e jogo de cintura para lidar com imprevistos. Além disso há a questão da língua para aqueles que não falam francês. É importante lembrar que dirigir e consumir bebidas alcóolicas na França é passível de multa ou prisão, ou seja, alguém da turma não poderá beber. No site da Lazenne há um artigo interessante com dicas e sugestões sobre o assunto, clique aqui para ler.

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Vinhedos perto de Vernezay, na Champagne (foto: )

Você pode contratar um guia-sommelier ou uma empresa especializada em enoturismo. Eles podem propor wine tours de um dia com visitas a 2 ou 3 domínios, viagens mais longas passando por várias regiões ou passeios adaptados ao que você deseja. Além de não ter que se preocupar com a organização e a logística da viagem, você terá acesso a domínios e produtores “secretos” ou de acesso mais difícil. O Conexão Paris indica o guia-sommelier brasileiro Luiz Batistello que faz visitas guiadas às regiões de Champanhe e de Chablis (Borgonha), entre outras, clique aqui e aqui. A Lazenne indica o Jean-Claude Cara (franco-brasileiro) da loja Cavisteria, em Beaune, na Borgonha e o Plínio Oliveira, em Bordeaux. Todos eles falam português, o que é essencial para os turistas que não falam francês e/ou inglês.

Abaixo a Lazenne indica também alguns domínios na França e em alguns outros países europeus que produzem vinhos excepcionais e possuem programas originais de enoturismo:

França

  • Cité du Champagne Collet em Ay, Champagne, França. Uma viagem nas bolhas! Mais do que um domínio ou uma cooperativa, a Cité du Champagne Collet é um conceito. Há sempre algo acontecendo seja relacionado à gastronomia, evento cultural, desfile de moda… Imerso nas vinhas você poderá também visitar as cavesde mais de 3 séculos e o museu, sem esquecer de provar os seus champanhes exclusivos.
  • Hôtel Le Cep & Spa em Beaune, Borgonha, França. Um “hotel de vinhos” dentro da cidade. Ambientação de sonhos e serviços excepcionais. Não deixe de aproveitar a sauna em forma de barril…

Itália

  • Castello Monterinaldi em Chianti, Toscana, Itália. O símbolo da propriedade – uma tartaruga – representa o “slow wine” e incorpora lentidão, força, longevidade, paciência, resistência e perseverança. Suas propostas de wine tours são variadas: “seja enólogo por um dia”, “fora do caminho batido em Chianti”, “aulas de culinária”, “aprenda a provar vinhos” etc.
  • Castello Banfi em Montalcino, Toscana, Itália. No meio de vinhas e oliveiras, o castelo, com seu restaurante e quartos de luxo, nos transporta para outra época. A propriedade possui também um museu de garrafas e copos.
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Vinhedos em Chianti, na Toscana, Itália (foto: )

Portugal

  • Quinta da Pacheca no Vale do Douro, Portugal. Lugar insólito! Dormir em um barril com uma vista magnífica sobre as vinhas; degustação de ótimos vinhos; restaurante de alto nível e local excepcional.
  • Cartuxa Fundação Eugéno de Almeida em Évora, Portugal. O famoso e caro vinho de Peramanca é produzido neste domínio onde você será recebido em um antigo refeitório jesuíta do século XVI. Estabelecimento sublime. Há a possibilidade de se fazer um tour privado com degustação de vinhos e azeite.

Quantas garrafas podemos levar para o Brasil e como transportá-las?

Obviamente que uma das razões de se fazer o enoturismo é levar de volta para casa algumas garrafas dos incríveis vinhos degustados.

Cada turista brasileiro maior de 18 anos pode levar na volta para o Brasil de uma viagem internacional 12 litros de bebidas alcoólicas, ou seja, 16 garrafas de vinho de 750ml (o tamanho padrão). É importante também que o valor total das 16 garradas não ultrapasse 500 dólares. Clique aqui e leia nosso artigo detalhado sobre esse assunto.

Se você comprou poucas garrafas, enrole-as em plástico bolha e em peças de roupa e as coloque na mala a ser despachada. Ou então use as embalagens próprias produzidas pela Lazenne (veja aqui). Não se esqueça que cada mala a ser despachada deve pesar, no máximo, 23 kg (se você viaja de classe econômica).

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Mala VinGardeValise da Lazenne que transporta 12 garrafas

Se você se empolgou e comprou muitas garrafas, a Lazenne possui malas para transporte de vinho que podem ser despachadas e transportadas de forma segura nos porões dos aviões. Mesmo cheias, elas não ultrapassam o limite de 23 kg de peso por bagagem a ser despachada.

Mercados de Natal em Paris em 2018

Para a decepção de muitos turistas, ano passado não aconteceu o mais famoso mercado de Natal de Paris, o da avenida Champs Élysées. O cancelamento e a não renovação da permissão de exploração do espaço teve como razão a “qualidade medíocre das atrações e dos produtos vendidos”. Em meio às comidas típicas e aos produtos artesanais regionais franceses havia também muitos produtos industrializados “made in China” que nada tinham a ver com a França ou a época natalina. Segundo a prefeitura de Paris, o local e o público merecem um evento de mais qualidade e com mais conforto.

E em 2018? Esse ano mais uma vez o mercado de Natal da Champs Élysées não irá acontecer porém, ao que tudo indica, ele será transferido para o Jardin des Tuileries, um local que pertence ao museu do Louvre e não à cidade de Paris. O site do Office de Tourisme de Paris diz que o mercado, chamado “Magia de Natal”, acontece de 24/11/2018 a 06/01/2019. Já a iluminação de Natal da avenida Champs Élysées será inaugurada dia 22/11 e vai até o dia 09/01/2019.

Principais mercados de Natal em Paris

Espalhados por toda a cidade, os mercados de Natal de Paris oferecem comidas típicas da época e das principais regiões francesas; produtos artesanais franceses e de outras partes do mundo, além de animações e diversões.

Veja abaixo os principais mercados de Natal de Paris em 2018:

mercados de Natal em Paris

Village de Natal do Champs de Mars (foto: 

  • Mercado de Natal da Canopée des Halles. 1° mercado de Natal do Forum des Halles, o grande centro comercial na região central de Paris conhecida com Les Halles (clique aqui e aqui e leia nossos artigos sobre ela). De 1° de dezembro a 6 de janeiro 2019. Segundas e terças de 10h as 20h30, de quarta a sádado de 10h as 21h e domingos de 11h as 20h. Metrô linhas 1, 4, 7, 11 e 14; estação Châtelet.
  • Mercado de Natal na praça do Hôtel de Ville (prefeitura de Paris). Depois de algum tempo ausente, o mercado de Natal volta à praça da prefeitura de Paris, no Marais. De 14 de dezembro a 6 de janeiro 2019. Metrô linhas 1 e 11; estação Hôtel de Ville.
  • Mercado de Natal da Notre-Dame de Paris. Acontece na vizinha Square René Viviani (rue du Fouarre / quai Montebello, onde fica a árvore mais antiga de Paris com mais de 400 anos) e não na praça em frente à catedral de Notre Dame. De 14 a 23 de dezembro 2018. Metrô linha 4; estação Cité ou Saint Michel e linha 10, estação Maubert – Mutualité.
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Mercado de Natal da Notre-Dame de Paris (foto: 

  • Mercado de Natal de Saint Germain des Prés. O mais tradicional mercado de Natal de Paris. De 1° a 31 de dezembro 2018. Metrô linha 4, estação Saint-Germain-des-Près.
  • Village de Natal do Champs de Mars. Em frente à Torre Eiffel além das barraquinhas com comidinhas típicas, tem até uma pista de patinação no gelo. De 15 de dezembro a 6 de janeiro 2019. Metrô linha 8, estação École Militaire.
  • Village de Natal de La Défense. Apesar de não ser exatamente em Paris e sim no bairro/região próxima conhecida como La Défense (clique aqui e leia sobre ela), esse é o maior mercado de Natal da capital com cerca de 350 chalés. De 22 de novembro a 29 de dezembro 2018. Metrô linha 1, estação La Défense.
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Village de Natal de La Défense


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O guia do Conexão Paris 5 Roteiros em 4 Dias é ideal tanto para quem está indo pela primeira vez a Paris, quanto para aqueles que já visitaram a cidade e desejam descobrir os segredos dos parisienses. São cinco roteiros exclusivos que podem ser percorridos em, no mínimo, quatro dias. À venda no site Minha Viagem Paris, clique aqui.

A exposição Miró, em cartaz no Grand Palais.

A exposição Miró, em cartaz no Grand Palais até 04/02/19, é uma incrível retrospectiva que cobre os 70 anos de carreira do grande pintor catalão.

Miró é um artista bem conhecido no mundo todo até por aqueles que não são grandes conhecedores das artes. Assim como Picasso (seu amigo, contemporâneo e conterrâneo), Miró é, para usarmos uma expressão inglesa, um household name. Entre suas obras mais conhecidas estão aquelas povoadas por pequenos seres que se assemelham a plânctons ou insetos (minha interpretação) em cores primárias.

Exposição Miró em Paris

Quadro da série “As Constelações”

A exposição “Miró” em Paris

Mas a retrospectiva sobre Miró, em cartaz no Grand Palais, mostra um artista completo que – ao longo de seus 70 anos de carreira – fez de tudo um pouco (pintura, escultura, cerâmica, tapeçaria, arte gráfica, cenário); transitou por vários movimentos artísticos e influenciou e foi influenciado por outros pintores.

Com de cerca de 150 obras, divididas em 16 partes, a exposição conseguiu reunir trabalhos de Miró espalhados por vários museus ao redor do mundo e também em coleções particulares. Uma oportunidade única que dificilmente se repetirá a curto prazo. Ficaram de fora tapeçarias, figurinos e cenários de teatros que, por sua natureza frágil e delicada, não poderiam ser transportados.

Jeune fille s’évadant, escultura de Miró

Miró

No início de sua carreira, Miró se aventurou no fauvismo e no cubismo. As críticas não foram muito generosas mas a intenção de Miró não era se dobrar a esse ou aquele movimento artístico do momento mas sim interpretá-los à sua maneira. O mesmo aconteceu quando Miró se aproximou do surrealismo. Andre Breton disse, de forma pejorativa, que Miró era o mais surrealista dos surrealistas no sentido que ele não seguia à risca as regras do movimento.

Outra faceta de Miró, cuja obra tem um lado lúdico e colorido, foi seu engajamento político. Em suas pinturas há com frequência alusão aos camponeses da Catalunha, representados por seus gorros vermelhos. Ele também denunciou a ditadura de Franco na Espanha e os horrores da 2ª Guerra Mundial. Em 1974, Miró pintou o tríptico (série de 3 quadros expostos juntos) “A esperança de um condenado à morte”, em homenagem ao anarquista catalão Salvador Puig i Antich, condenado à morte pelo governo franquista e executado logo depois que a obra foi terminada.

Exposição Miró em Paris

Tríptico “L’Espoir du condamné à mort”, de Miró

Mesmo se os temas centrais da pintura de Miró continuaram os mesmos durante toda a sua vida (as mulheres e os pássaros) a forma de representá-los foi se transformando e evoluindo durante a carreira do pintor. Das imagens figurativas do início aos grandes vazios e manchas das últimas obras, a retrospectiva de Miró no Grand Palais nos mostra a evolução do artista de forma primorosa.

Exposição Miró em Paris

Dois auto-retratos: o da esquerda pintado em 1919 e o da direita por volta de 1937.

Informações práticas

Exposição Miró. Até 04/02/2019 no Grand Palais, 3 avenue du Général Eisenhower, 75008. Metrô linhas 1 ou 13, estação Champs-Elysées – Clemenceau. Ingresso: 16€, clique aqui para comprar.