Max Mara – 60 anos de história.

Poucas marcas podem se gabar de chegar aos 60 anos sem ter sofrido grandes alterações genéticas no estilo e na estrutura administrativa para se manter no topo. A italiana Max Mara, que completa seis décadas de moda investindo em peças atemporais, com alto padrão de qualidade e design prático, é uma delas. Para celebrar o aniversário, a grife, comandada pela família Maramotti, preparou uma série de eventos ao redor do mundo, como a exposição Coats! Max Mara 60 Years of Italian Fashion, em Moscou, Rússia. A mostra, que fica em cartaz até este mês, reúne dezenas de casacos, o símbolo-mor da etiqueta. Entre eles, o mais famoso da label: o 101801. Lançado em 1981, o modelo de comprimento 7/8 e cor camelo, tem lugar garantido em quase todas as coleções de inverno e conquistou celebridades como Cate Blanchett, Isabella Rossellini e Glenn Close. A história da Max Mara, entretanto, começou 30 anos antes dessa criação.

Nascido em 1927, na província de Reggio Emilia, Itália, Achille Maramotti, fundador da grife, chegou a se formar em direito, mas sua ligação com o universo fashion falou mais alto. Afinal, a moda já estava impressa em seu DNA. Sua bisavó, Marina Rinaldi, comandou um ateliê no fim do século 19, na terra natal da família.

Maramotti começou a carreira fazendo peças sob medida no fim da década de 1940. Alguns anos depois, percebeu que havia um grande potencial para a moda de pronta entrega e decidiu investir no prêt-à-porter. Foi quando fundou a Max Mara, em 1951. O nome surgiu da junção do seu apelido, Mara, com o nome de um famoso conde local, Max, que, segundo a lenda, andava sempre muito bem vestido, apesar de dificilmente estar sóbrio. A primeira coleção em larga escala foi marcada por um casaco camelo, uma espécie de presságio do que ainda estava por vir, e um terno vermelho.

Mesmo com o empreendimento indo bem, Maramotti nem pensava em sossegar. Investiu em linhas novas, como a Sportmax, que, assim como a marca mãe, integra o line-up da semana de moda de Milão. Também se uniu a grandes talentos do universo fashion para agregar ainda mais valor à etiqueta. Karl Lagerfeld, Dolce & Gabbana, Jean-Charles de Castelbajac e Narciso Rodriguez foram alguns dos nomes importantes que colaboraram com ela.

Mais de 50 anos após criar a grife, Achille Maramotti saiu de cena – ele morreu em 2005. Seus filhos Luigi, Ignazio e Ludovica assumiram o business, mantendo o negócio como uma empresa estritamente familiar e contrariando a atual ordem mundial dos grandes conglomerados. Apesar da injeção de sangue novo, o estilo permaneceu o mesmo. A responsável pelo feito é Laura Lusuardi, a atual diretora criativa do grupo, que já bate cartão na marca há algumas décadas e conhece profundamente seu DNA.

“O sucesso se deve principalmente à qualidade dos produtos. A equipe também é muito detalhista. Um casaco da Max Mara é para a vida inteira. É uma peça atemporal e muito elegante”, comenta Angélika Winkler, que trouxe a marca para o Brasil nos anos 1990 por meio da multimarcas K&C, muito antes da invasão de labels estrangeiras.


“Depois, a grife quis abrir pontos de venda próprios em São Paulo e me convidou para dirigir o negócio”, lembra. A primeira loja foi inaugurada em 1998, na rua Haddock Lobo. A segunda abriu as portas em 2001, no Shopping Iguatemi. Ainda existe um terceiro espaço em Curitiba. Há mais de 15 anos respirando diariamente o universo da marca, Angélika se sente à vontade para falar sobre ela. “A linha principal é mais clássica, de fato. Mas temos outras mais fashion, em sintonia com as tendências do momento”, diz a empresária.

A Max Mara, que hoje tem entre suas fãs a it-girl Katie Holmes (vira e mexe, ela é flagrada com algum item, inclusive a bolsa Margaux, um must-have), possui números de um verdadeiro império. Está presente em mais de 2 mil endereços, espalhados em 105 países, e conta com uma variedade imensa de produtos, divididos em diferentes linhas, entre elas Elegante, ‘S, Weekend, Studio e Accessori. E, apesar de todo o avanço, ainda é fiel a algumas tradições. A fábrica do grupo permanece em Reggio Emilia, onde tudo começou. “Porém parece que é do século 22 de tão moderna”, finaliza Angélika, indicando que tradição e modernidade andam lado a lado.

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