7 coisas que identificam Sociopatas, Psicopatas e Narcisistas

Psicopatas e sociopatas formam 4% da população mundial (isso é muito: estatisticamente, a cada 25 pessoas que você conhece, uma é psicopata ou sociopata!). Narcisistas são ainda mais numerosos. Mesmo que se considere uma área comum (ou seja, Ps ou Ss que também são Ns, o que diminui o número total de pessoas) nesses distúrbios, a probabilidade ainda é alarmantemente grande de você ou alguém que você conhece ter conversado com um desses astutos predadores sociais. O site em inglês psychopathfree.com elaborou um quiz de 13 questões que ajudou milhares de pessoas a reconhecer o psicopata em suas vidas.

Para poder entender e identificar essas pessoas, precisamos primeiro desfazer o que a televisão nos ensinou. Muitos psicopatas não são assassinos desequilibrados ou prisioneiros da ala de segurança máxima. A maioria dos narcisistas não são sedutores exagerados que dirigem carrões. Muito mais provavelmente, eles são aquele colega de trabalho, amigo, ex ou membro da família que te dá dor de cérebro.

E por que o seu cérebro dói? Porque psicopatas, sociopatas e narcisistas compartilham um conjunto de características que mais cedo ou mais tarde fazem qualquer pessoa sã se sentir louca:

1. Charme Superficial

Não se deixe enganar pela idéia de que “charme” é necessariamente acompanhado de auto-confiança e arrogância. O charme de um psicopata é especificamente moldado para impactar seu alvo. Claro, muita gente responde bem a lisonjeios e presentes. Mas outras pessoas podem tem uma queda por aquelas pessoas tímidas, “na delas”, o engraçado que sempre faz piada de si próprio, do “injustiçado”, etc. Psicopatas são especialistas em fazer o alvo escolhido por eles se sentir “especial”. Qualquer que seja a persona que eles escolherem, uma coisa é certa: não é autêntico. Não é quem a pessoa verdadeiramente é. Psicopatas são como camaleões que mudam de forma, constantemente rearranjando suas personalidades, de acordo com as “necessidades” individuais de cada vítima.

2. Reações Fabricadas

Psicopatas causam caos de propósito, e depois sentam tranquilamente e se fazem de inocentes, enquanto te culpam por reagir. Eles te provocam, e então quando você (compreensivelmente) reage, eles vêm com ares de superioridade ou condescendência te informar que eles “não vão ter essa discussão com você de novo” – o que faz você começar a se sentir como uma pessoa hipersensível e louca. No ambiente de trabalho, eles usam essas reações fabricadas para calmamente colocar outros contra você e provar o quanto você é “louco/a”. Em um relacionamento, eles usarão essas reações suas para fortalecer o apoio e/ou compaixão de potenciais futuros parceiros.

3. Mentiras patológicas

Psicopatas mentem constantemente, mesmo quando a verdade daria uma história melhor, mesmo quando não existe razão nenhuma para mentir. Eles estão tão acostumados a mudar de uma persona para outra e de uma história para outra, que mentir é modo padrão de eles serem. Se alguma vez você questionar alguma mentira deles (mesmo que você tenha provas evidentes), eles vão prontamente virar a mesa e te acusar de paranóia e de analisar tudo em excesso.

4. Remorso Zero

Pessoas normais sentem culpa e vergonha intensas quando elas fazem coisas que psicopatas fazem (mentir, trair, roubar, manipular). Mas psicopatas não sentem nenhum remorso pelo comportamento deles. E o que é ainda mais estranho, eles ainda parecem gostar de fazer isso. Psicopatas sabem que o comportamento deles machuca os outros, e é POR ISSO que eles fazem. As únicas duas ocasiões em que um psicopata vai pedir desculpas para você são: para livrar a cara dele, ou se ele ainda precisa de algo que você tem a oferecer. Nunca é sinceramente por remorso.

5. Traição e apunhaladas pelas costas, por debaixo dos panos

Psicopatas descartam e substituem pessoas num piscar de olhos. Apesar de você ter provavelmente experienciado uma conexão instantânea de confiança e excitamento com eles, você vai vir a perceber que eles podem fabricar “laços” e vínculos com QUALQUER UM. Depois de ter um dia dito que você é melhor que todas as pessoas “loucas” na vida deles, eles voltarão correndo para aquelas mesmas pessoas e dirão que a louca/o louco é você. Psicopatas não têm lealdade, nem conexão e nem amor. Eles deixam para trás um rastro de destruição, e eles culpam suas vítimas por isso cada vez.

6. Colocar pessoas umas contra as outras 

Quando um psicopata entra em cena, você vai se pegar não gostando de pessoas que você nunca conheceu. Psicopatas estão constantemente destilando veneno e fofoca no ouvido de todos, fazendo cada pessoa se sentir ciumenta e/ou desconfiada da outra. Mas eles fazem isso com pele de cordeiro, com disfarce de inocência, usando histórias que provocam pena, usando pseudo-preocupações, para entortar sua percepção. Psicopatas querem manter as pessoas constantemente distraídas e constantemente competindo umas com as outras pela atenção deles, para que eles pareçam sempre muito solicitados.

7. Dissonância Congnitiva

Este item envolve um olhar para dentro. Quando um psicopata entra na sua vida, você vai notar um intenso e sempre crescente senso de temor e de auto-dúvida (você passa a duvidar de si mesmo). Seu cérebro vai lutar para conciliar a pessoa “perfeita” do começo da relação com o comportamento inapropriado que você passa a ver mais frequentemente. Isso é porque a pessoa perfeita nunca existiu de verdade. Era uma persona, criada sob medida para você. Essa é a parte mais difícil para nossas mentes e corações compreenderem.

Com um psicopata, você é sempre o/a malvado/a da história. Mesmo apesar de eles mentirem, traírem, manipularem, roubarem e darem golpes, VOCÊ é o/a problemático/a. Psicopatas têm essa habilidade inata de fazer você sentir que tem algo errado com VOCÊ por reconhecer que tem algo estranho com ELES.

Então, como você pode se proteger? No livro Psychopath Free, o autor de codinome Peace fala sobre a idéia de uma Constante. A Constante é uma pessoa em quem você confia com todo o seu coração. E alguém que nunca fez você se sentir mal, e sempre te pôe para cima. A Constante te permite reconhecer o denominador comum quando você se sente “louca/o”. (para quem não lembra de matemática, “denominador comum” quer dizer: se você não se sente louca com outras pessoas, com outros ex, etc, a quem você ama e dá carinho, só com o psicopata, a conclusão é que o problema não está em você, mas nele).

O abuso que os psicopatas fazem é astuto e traiçoeiro. É difícil de localizar. E se internaliza dentro de você. É por isso que uma Constante ajuda tanto. Perto dessas pessoas tóxicas, você vai começar a pensar “nossa, eu me sinto louca/o, ciumenta/o, carente”. Mas você se sente dessa forma perto da sua Constante? Provavelmente não. Então, qual é a diferença entre a sua Constante e essa pessoa que faz você se sentir um lixo?

Eventualmente, com prática e validação suficientes, você provavelmente vai começar a percever que você vai ser a sua própria Constante. E esse é um lugar muito legal de se estar!

– texto original de Peace, traduzido por LDP.

Fonte: livredepsicopatas.wordpress.com

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