Rotary Internacional

ROTARY –  A LIDERANCA E

AS AÇÕES DE BENEMERÊNCIA

Como  temos  sempre  frisado,  o  Rotary  é  essencialmente uma   associação internacional  que  conta  com  mais  de  um  milhão  e  duzentos mil   associados, pertencentes a mais de  35  mil  clubes,  em  cerca  de  220  países.  Se contarmos também as chamadas  organizações  correlatas  –  Rotaracts, Interacts,   Rotakids, destinadas  a  universitários,  a  adolescentes  e  a  menores;  Casas da   Amizade, Núcleos Rotary de Desenvolvimento Comunitário, e outras, destinadas aos cônjuges de associados e a outros simpatizantes do movimento rotário  –  o  número  total  de integrantes desta gigantesca associação ultrapassa a impressionante soma de dois milhões de pessoas!

O objetivo é essencialmente congregar líderes das mais  diversas  camadas  da sociedade, seja nas grandes cidades ou nas menores  localidades,  de  forma  a  que possam reunir seus esforços, tanto na ação direta como no uso  de  seu  prestígio  e influência, mobilizando outras importantes  forças  da  sociedade,  para  o  bem  das comunidades, no desenvolvimento  de  serviços  voluntários,  bem  como  exercendo real e benéfica influência na condução dos assuntos de interesse coletivo.

A benemerência – o serviço direto e altruístico para o bem do próximo, entendido também como caridade – é apenas  uma  das  facetas  (talvez a mais visível)  destes esforços em prol das comunidades.

O texto que apresentamos a seguir, da autoria de um grande rotariano, analisa as vantagens que se obtém no simples exercício do altruísmo.

Por  coincidência,  recentemente  a  imprensa  divulgou  pesquisas na área   da neurociência, desenvolvidas no Brasil, em que se comprovou que a  mesma  área  do cérebro  é  mobilizada,  seja  quando  o  indivíduo fica feliz por   receber alguma  vantagem de ordem material, seja quando pratica ações de altruísmo. Em ambos  os casos, é semelhante a intensa sensação de felicidade e de recompensa.

ALTRUISMO & FELICIDADE

A alegria de fazer o bem é

a única felicidade verdadeira

– Leon Tolstoi

Há poucos anos uma   pesquisa    realizada   por   neurocientistas   na Universidade  Wisconsin-Madison  apontou  um  monge  budista  como  sendo o homem mais feliz do planeta.

Matthieu  Ricard,  filho  do  filósofo  francês  Jean-François Revel, era   um promissor cientista na área de biologia molecular quando, aos 26 anos de  idade resolveu largar tudo e se mudar  para  o  Tibete  para  se  tornar  monge.  Com  o tempo, tornou-se o braço direito e intérprete do Dalai Lama.

Residindo  atualmente  em  Katmandu,  no  Nepal,  Matthieu  Ricard  esteve recentemente no Brasil  para  divulgar  seu  mais  novo  livro,  “A  Revolução  do Altruísmo”, quando declarou, “Só há um conceito que pode fazer com que todos se entendam, que é simplesmente ter mais consideração com os outros.  E  isso é altruísmo… Todos os estudos mostram  que  quando  se  faz  o  bem,  sentir-se bem é um efeito colateral… Esse efeito colateral só se dá quando  sua  principal intenção é ajudar o outro. Se sua atitude altruísta  não  for  verdadeira,  torna-se um sacrifício para você.”

Quando o repórter lhe pergunta se é possível uma pessoa egoísta  se  tornar altruísta, Matthieu responde, “todo ser humano tem potencial para  o  altruísmo, pode-se despertá-lo – é só questão de praticar.”

Estas afirmações podem ser uma novidade, uma surpresa para muitos,  mas com certeza é fato há muito    conhecido dos rotarianos.   Existe    um vídeo distribuído pela  internet  (Youtube, Facebook, etc.)  para  divulgação  dos trabalhos realizados pelos  Rotary  Clubs,  no  qual  vários  rotarianos  dão  seus testemunhos. Um deles me chamou a atenção  por  corroborar  a  afirmativa  de Matthieu Ricard,  pois  em  seu  testemunho  uma  rotariana  diz,  “Eu  me  sinto egoísta por ser rotariana. Eu ajudo os outros, mas quem ganha sou eu.”

Está cientificamente  comprovado  que  “fazer  o  bem  faz  bem  à  saúde”. Segundo  o  professor  da Universidade Federal do Ceará (UFC)   e   médico especialista em promoção da saúde, qualidade de  vida  e   longevidade,  Antero Coelho Neto,  “atos  de  generosidade  liberam  neurotransmissores,  elaborados pelo cérebro, despertando em diversas partes do organismo a sensação de bem-estar.  A  serotonina,  substância  responsável,  por exemplo, pelo humor, é liberada  na  corrente  sanguínea  e  proporciona  sensações  de  felicidade  e  a satisfação de viver.”

Outras pesquisas concluíram  que  participantes  tiveram  um  aumento  da sensação de bem-estar após  realizar  ações  filantrópicas.  Apresentaram  uma redução em seus níveis de estresse e maior equilíbrio emocional, melhora e até desaparecimento de problemas como insônia, úlceras, dores  de  cabeça  e  nas costas, depressão, gripes e resfriados.

E as revelações  não  param  por  aí.  Outras  pesquisas,  conduzidas  pelas Universidades de Michigan e Cornell, também nos EUA, sugerem que indivíduos que  vêm  dedicando  um  longo  período  ao  voluntariado  vivem  mais  do que aqueles que não participam de nenhuma ação voltada a ajudar outras  pessoas.

Podemos encerrar citando Paul Harris, “A felicidade, evasiva  para  aquele que a procura, vem, sem esforço, àquele que serve.”

                                                                                                                                

                                                                                         Eduardo Muniz Werneck

                                                                                Rotary Club do Rio de Janeiro

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