A Finlândia e suas belezas…

Temppeliaukio kirkko é uma Igreja Luterana situada em Helsinque, na  Finlândia.

Trata-se de uma obra arquitetônica moderna, idealizada pelos irmãos Timo e Tuomo Suomalainen. A sua construção teve início em 1.968, tendo sido terminada e inaugurada em 1.969.  Em 1.960 , os irmãos Suomalainen venceram um concurso lançado para decidir quem iria conceber a nova igreja. Anteriormente, na década de 1.930, tinham já sido realizados concursos para esse feito, mas sem qualquer materialização. Situada num bairro residencial, a maior parte da igreja é subterrânea. Foi construída a partir de uma rocha maciça de granito , cujo interior foi extraído, para dar forma às paredes. A cúpula de cobre é praticamente a única parte da estrutura que é visível a partir do exterior. No interior, a igreja é circular, sendo as suas paredes de pedra despida. A iluminação é facultada por 180 pequenas janelas, que ligam a cúpula às paredes. Existe ainda uma varanda acobreada, que permite observar a igreja de cima para baixo. Dispõe também de um órgão. O contraste entre os materiais naturais e os materiais feitos pelo homem e a configuração invulgar têm-na tornado um ponto turístico muito visitado. As paredes de pedra conferem-lhe uma acústica de grande qualidade, sendo, por essa razão, frequentemente palco de concertos de música clássica.

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Quanto mais se conhece a formação histórica e cultural deste povo e de seu país, seus costumes e hábitos, mais se vai respondendo a muitas perguntas que nós, estrangeiros, temos vontade de fazer e entender. A Finlândia, era um país de “meio de caminho de eternas disputas” entre Suécia e Rússia. Olhando o mapa isso fica bem claro. Vamos começar pela formação da Finlândia. A cultura Viking com o comércio prosperou na Suécia, especialmente nos séculos IX e X, o que estimulou a conquista de novas terras. As invasões suecas dirigiram-se primeiro para oriente, na direção da Finlândia, dos Estados Bálticos, Rússia e Mar Negro. A história documental da Finlândia, enquanto nação, remonta à Idade Média apenas, quando os primeiros suecos começaram a desembarcar na costa leste destas terras. As primeiras regras ditadas ao povo foram estabelecidas pela monarquia sueca em 1.249 e pouco tempo depois a Finlândia estava completamente agregada e colonizada pela coroa sueca. Com isso o sueco passou a ser a língua oficial entre os nobres e utilizada na administração e educação, enquanto o finlandês ficou como língua secundária e usada pelos camponeses e pelo clero, e era transmitida apenas oralmente. Nunca houveram livros em finlandês ou sobre finlandês até àquela época. Em 1.389, os três estados escandinavos, Suécia, Noruega e Dinamarca formaram um único com a “União de Kalmar”, sob o poder da Rainha Margarida I. Essa união dissolveu-se em 1.523 e Gustavo Vasa tornou-se rei da Suécia. Durante seu reinado, ele introduziu o protestantismo e em 1.550 fundou a cidade de Helsingfors (Helsinki em sueco) que, por mais de dois séculos, não passou de um pequeno vilarejo de pescadores. A reviravolta na história da língua finlandesa começou no século XVI. Mikael Agricola, um importante teólogo luterano que vivia em Turku, principal cidade da Finlândia sob domínio sueco, publicou o primeiro livro de Finlandês e em finlandês, ABC-Kirja, por volta de 1.543, dando início à sistematização gramatical da língua finlandesa. Também, àquela época, os livros da Igreja Católica, inclusive a Bíblia, eram escritos em latim. Então, em 1.548 Mikael Agricola publicou Uusi testamentti, primeira tradução do Novo Testamento da Bíblia feita por ele, do latim para o finlandês. Turku, por sua proximidade com a Suécia, continuava sendo a cidade que mais se desenvolvia. A primeira Universidade da Finlândia, ainda sob domínio sueco, a Academia Real de Turku, foi inaugurada em 1.640. Entre os anos de 1.676 e 1.697 um terço da população da Finlândia morreu de fome. Não consigo nem imaginar isso…de cada três pessoas, uma morria. Que anos difíceis! E mais anos difíceis ainda viriam. Entre 1.700 e 1.721, travou-se uma intensa guerra entre Suécia e Rússia, chamada  Grande Guerra do Norte, lembrando que a Finlândia é um “meio de caminho” entres esses dois gigantes países daquela época. Nesta guerra a Suécia enfrentou a Rússia, Dinamarca, Noruega e a República das Duas Nações (união entre o Reino da Polônia e o Grão-Ducado da Lituânia). A mesma terminou em 1.721, com a conclusão do Tratado de Nystad e o Tratado de Estcolmo, que teve como uma de suas consequências o fim do Império Sueco. Durante a guerra as terras finlandesas foram ocupadas por duas vezes pela Rússia e, com seu fim, as terras finlandesas passaram a ser alvo de conflito concentrado entre Suécia e Rússia, na chamada Guerra Finlandesa, ocorrida entre fevereiro de 1.808 e setembro de 1.809. E haja o povo finlandês a sofrer com a cobiça de suas terras por seus vizinhos!

A Guerra Finlandesa resultou na separação das terras finlandesas da Suécia e na criação do Grão-Ducado da Finlândia em 1.809 com a “Dieta de Porvoo”. O Grão-Ducado da Finlândia era autônomo, mas semi-dependente da Rússia, ou seja, autônomo de direito mas, de fato, fazendo parte do Império Russo. E quem exercia o papel de Grão-Duque da Finlândia? O Czar Alexandre I da Rússia, daí não ser autônomo de fato e daí a forte influência russa nos hábitos e costumes finlandeses, tanto que esse período é chamado de “russificação”.Turku foi a primeira capital do Grão-Ducado até 1.812 e a partir de então, passou a ser Helsinki, na tentativa russa de diminuir a influência sueca. A Academia Real de Turku, na época a única Universidade no país, foi transferida para Helsinki em 1.827 e se tornou a moderna Universidade de Helsinki. Essas e outras decisões consolidaram o novo papel da cidade e ajudou a defini-la em um caminho de crescimento contínuo. Esta transformação é muito evidente na parte central da cidade, que foi reconstruída em estilo neo-clássico para se assemelhar a São Petersburgo. Como em outros lugares, os avanços tecnológicos, tais como ferrovias e a industrailização foram fatores-chave para o crescimento da cidade.
 Turku – séc XIX
Helsinki – 1.820 (antes da reconstrução)

O movimento para a independência da Finlândia teve início já no começo do século XX, após a revolução na Rússia, motivado pelas consequências da derrota russa na Primeira Guerra Mundial, inclusive pela deposição do Czar na Rússia. Isto deu oportunidade à Finlândia para livrar-se de seu domínio. Depois de vários conflitos entre os não-socialistas e os social-democratas sobre quem deveria ter o poder na Finlândia, o parlamento declarou finalmente a Finlândia como um Estado independente em 06 de dezembro de 1.917 e reconhecido pela Rússia no ano seguinte. Nasceu então a República da Finlândia.

 

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