Arquivo | agosto 2015

O lado descontraído do grande jurista e violeiro José Afonso da Silva

AVOSIDADES

 

Com 90 anos de idade e a reputação de ser um dos maiores juristas vivos do país, o advogado José Afonso da Silva, já com as “chuteiras” quase completamente dependuradas, revela neste fim de semana o seu lado descontraído em entrevista concedida para falar dos netos, e encerra a entrevista tocando na viola caipira a cantiga “Tristeza do Jeca”, que utiliza para ninar seus seis netos, um deles nascido há apenas um mês. José Afonso da Silva é professor aposentado da USP, onde foi professor titular, e da Universidade Federal de Minas Gerais. Em São Paulo, foi titular da Secretaria de Segurança Pública e da Procuradoria-Geral do Estado e alcançou seu maior destaque no suporte que deu à formulação da doutrina no processo de elaboração da atual Constituição Federal, nos anos 1.980. O hoje advogado fez parte do time de notáveis da Comissão Afonso Arinos, responsável pela elaboração de um anteprojeto de Constituição, entre 1.985 e 86. Na entrevista ao portal avosidade, dedicado às relações entre avós e netos, a que a revista Consultor Jurídico teve acesso com exclusividade, o advogado revela que para seus netos “não faço opressão”, e acrescenta que às vezes reclama com os filhos “que não me deixam estragar os netos”, já que avô “não tem responsabilidades”, e é “uma relação que não tem ônus, só vantagem”. E arremata: “Estragar é gostoso, né?” Porém, logo que seu papel de avô não é só esse: “A gente quer que eles tenham uma boa formação. Na nossa ótica, boa formação é abrir espaço para uma vida intelectual, de estudos, para que eles, desde logo, saibam que o estudo deve ser uma coisa boa.” Para ler toda a entrevista, editada em oito vídeos curtos, e assistir ao “concerto” de viola caipira do mestre do Direito, basta visitar o sitewww.avosidade.com.br. O portal avosidade estreou no fim de julho e em suas poucas semanas de existência já publicou entrevistas com vários avôs e avós, entre eles a cantora Fafá de Belém, a escritora e novelista Maria Adelaide Amaral, a consultora de moda Costanza Pascolato, o artista plástico Elifas Andreato, a psicóloga Elizabeth Monteiro, o médico Beny Schmidt e a arquiteta Laura Artigas, sempre tratando das relações entre avós e netos. Também publicou artigos de renomados jornalistas como Milton Leite, Eduardo Ribeiro, Nair Suzuki, Sérgio Vaz, Marlene Jaggi, Valério Fabris, Sérgio Garschagen, Luiz Carlos Franco e Valderez Caetano, todos avós. Mas também abriu espaço para outros autores falarem sobre seus avós, como os jornalistas Caco de Paula, Roberto Baraldi e Sandra Carvalho. Além de revelar o lado músico do advogado José Afonso da Silve, o portal avosidade também já revelou canções de ninar desconhecidas da maioria dos brasileiros, como Murucututu, uma canção de ninar regional da Amazônia, que foi interpretada pela cantora Fafá de Belém, cantando a capela. Outro exemplo foi uma cantiga de ninar do Japão, conhecida no Brasil apenas pelos descendentes dos imigrantes japoneses.

Minha terra natal é palco de filme internacional.

Passo Fundo é palco de filme internacional

Passo Fundo é palco de filme internacional

Parte da Avenida Brasil foi isolada para a gravação de ”Maverick, Caçada no Brasil”. Corpo de Bombeiros, BOE e Secretaria de Segurança Pública auxiliaram a equipe cinematográfica.

Kleiton Vasconcellos
Matheus Moraes

matheus@diariodamanha.net

Na madrugada de ontem (25), as ruas de Passo Fundo foram palco de uma produção internacional do cinema. O filme ”Maverick, Caçada no Brasil”, que estreia em 2016, terá cenas da cidade na trama. Uma perseguição com veículos nas quadras centrais da Avenida Brasil, no Centro, foram flagradas por uma equipe com mais de 100 profissionais. O Corpo de Bombeiros, o Batalhão de Operações Especiais da BM (BOE) e a Secretaria de Segurança Pública foram acionados para a gravação. O filme contará com cenas de Passo Fundo e Los Angeles (EUA). A sequência de cenas acontece quando o personagem principal, Jack Maverick, é perseguido por um caminhão nas principais ruas do município, alternando em cenas de velocidade, ação, tiros, efeitos e adrenalina. A preparação para realizar o episódio aconteceu antes das gravações. A produção do filme precisou da colaboração de um grande aparato do Corpo de Bombeiros para molhar as ruas com água de reutilização nas cenas de ação. O Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar (BOE) foi acionado para fazer a segurança da equipe dos moradores. Enquanto isso, a Secretaria de Segurança Pública deu suporte e colocou agentes de trânsito em todas as esquinas do centro, para garantir a segurança dos habitantes nas cenas de velocidade. De acordo com o diretor de ”Maverick”, Emiliano Ruschel, a cidade abraçou a ideia do projeto. ”As lideranças públicas da cidade abraçaram esse sonho de reviver os tempos áureos do cinema em Passo Fundo”, comenta. Para a realização das cenas, a equipe precisou de uma estrutura com caminhão de bombeiros, viaturas de polícia, agentes e viaturas de trânsito, fora o motorhome para o elenco, caminhão envelopado, vans, carros e caminhões com geradores de energia. Segundo Ruschel, poucos filmes no Brasil apresentam tanto suporte e equipe para uma produção. ”Esse carinho acabou proporcionando um filme digno de uma produção Hollywoodiana”, declara. Para o Produtor-Executivo do filme, Iussen Seelig, mostrar Passo Fundo na trama surgiu da ideia de fazer uma arte local, de levar a cidade para o mundo. Maverick começou a partir de uma oficina realizada pelo diretor Emiliano Ruschel sobre interpretação para cinema, na Escola de Atores. Depois disso, Ruschel propôs o desafio de produzir um longa-metragem com os participantes da atividade. Após um ano e meio de pré-produção e de muitos parceiros, o filme foi surgindo. Em Passo Fundo, a Film Jornée, com os produtores Cláudia e Lourenço Gasparin, trabalha com a equipe. As gravações no município acontecem até quinta-feira (27/08). Uma cena na Catedral Metropolitana de Passo Fundo encerrará a participação da cidade no filme.
A equipe de Maverick, Caçada no Brasil
O filme conta com o diretor, roteirista e ator principal Emiliano Ruschel e a produção de Lourenço e Cláudia Gasparin. Além do personagem principal, Trinidad Giachino (Argentino) também é roteirista. A produção executiva é com Iussen Seelig e Felipe Lemos. O diretor de fotografia é Ricardo Rheingantz. A trilha sonora é de Skyko Tavis (EUA). O produtor de elenco é de Daniel Vieira. A diretora de produção é Lucy Macedo (EUA). A equipe recebeu o reforço de atores de peso nacional, como Larissa Vereza e Márcio Kieling.
Ator principal é da região
Emiliano Ruschel é natural de Lagoa Vermelha/RS. O ator já trabalhou em filmes, séries de TV, novelas e peças de teatro. O artista venceu o prêmio de melhor ator no Festival de Los Angeles, pelo filme ”Pra sempre nunca mais”. Além disso, ganhou prêmios como diretor, pelo programa PNT. No Festival Internacional de TV, no Rio de Janeiro, foi convidado para ser o representante brasileiro no Festival Internacional de Nova Iorque.

Sutiã e sua história…

Desfile de Jean-Paul Gaultier em 1.992

Sutiã – Visto de Frente

Sutiã – Visto de Trás

O sutiã ou soutien (termo francês que significa “apoio, suporte”) é um tipo de roupa usado por mulheres, servindo para a proteção e sustentação dos seios.

Há 100 anos, Mary Phelps Jacob patenteava, nos Estados Unidos, o sutiã. A invenção tinha o objetivo de acomodar os seios, possibilitando moldá-los, diminuí-los, escondê-los ou exibi-los. Transformou a coadjuvante roupa de baixo em protagonista do figurino da mulher com lingeries sensuais. Antes escondido, hoje é usado até como roupa de cima. Porém, no dia 17 de Julho de 2.012, o Departamento de Arqueologia da Universidade de Innsbruck na Áustria descobriu a peça íntima nos porões de um castelo da região austríaca de Lengberg. A descoberta entrou para a história, segundo Hilary Davidson, do Museu de Londres, que afirmou a descoberta ter o poder de “reescrever totalmente” a história da moda.

Esta peça de roupa tornou-se um aliado na busca da beleza, do conforto e da sedução. Tudo começou com um gesto de rebeldia. Jovem nova-iorquina, Mary Jacobs revoltou-se contra o espartilho de barbatana que não só a apertava como “sobrava” no vestido de noite que acabara de comprar. Com a ajuda de sua empregada, fez uma espécie de porta-seios tendo como material dois lenços, uma fita cor-de-rosa e um cordão. Depois de confeccionar cópias para as amigas, resolveu comercializar a invenção. Mais interessada no sucesso de sua criação nas festas do que nas lojas, acabou por vender a patente por 1. 550 dólares estadunidenses para a Warner Bros. Nos 30 anos seguintes, a empresa iria faturar 15 milhões de dólares estadunidenses com esta peça de roupa. Há milênios, as mulheres vinham procurando uma matéria-prima para confeccionar algo que desafiasse a lei da gravidade e sustentasse os seios. Referências revelam que em 2.000 a.C., na Ilha de Creta, elas usavam tiras de pano para modelá-los. Mais tarde, as gregas passaram a enrolá-los para que não balançassem. Já as romanas adotaram uma faixa para diminuí-los. O espartilho surgiria na Renascença para encaixar a silhueta feminina no padrão estético imposto pela aristocracia. Por meio de cordões bem amarrados, ele apertava os seios a tal ponto que muitas desmaiavam. O sutiã apareceu para libertar a mulher daquela ditadura. Na década de 1.920, os sutiãs compunham o estilo dito “garçonne” (termo francês que significa “menina moleque”) e achatavam o busto. Nos anos 1.930, a silhueta feminina volta a ser valorizada. Surgem os bojos de enchimento e as estruturas de metal para aumentar os seios. Nos anos 1.950, com o advento do nylon, as peças ficam mais sedutoras e conquistam as estrelas de Hollywood. Nos anos 1.960, as feministas queimam em praça pública a peça, que consideravam símbolo da opressão masculina sobre as mulheres.

Beleza, Conforto e Alta Tecnologia

O que para muitos é apenas um pedaço pequeno de tecido, na verdade é uma das peças de roupa mais complexas que existe. Para confeccionar o sutiã é necessário uma mão-de-obra especializada e numerosa, já que muitas etapas de sua produção ainda não podem ser robotizadas. O sutiã do século XXI possui 43 componentes e um desenho complicadíssimo, o que o transformou em um produto de alta tecnologia. O fim da era dos espartilhos, no início do século XX, se deu com o surgimento de uma nova mulher, mais dinâmica e atuante, ansiosa por liberdade de movimentos e praticidade, uma exigência dos tempos de guerra. Nesse contexto, idéias de sutiãs já haviam surgido, como o inventado pela francesa Herminie Cadolle, primeiro em 1.889, um modelo que permitia às mulheres um descanso dos penosos espartilhos, e, mais tarde, uma versão mais parecida com o que veio a se tornar o sutiã atual, feito com tecido à base de algodão e seda. Mas foi a norte-americana Mary Phelps Jacob, mais conhecida como Caresse Crosby, quem inventou um tipo diferente dos sutiãs da época, mais macio, curto e que conseguia separar os seios perfeitamente.Com a ajuda de sua empregada francesa, ela desenvolveu um modelo feito com lenços e fitas, que fez muito sucesso entre suas amigas, mas nem tanto quando resolveu comercializá-lo, após obter a patente de seu invento em 1.914, mais tarde vendida aos irmãos Warner.