Arquivo | março 2015

D. Maria Isabel de Bragança, Rainha de Espanha.

137 - Digt. Transp. (CAzev.) Cat.Esp.140_A

A longa viagem que a infanta Isabel de Bragança (1797-1818) empreendeu do Rio de Janeiro até Cádis, em 1816, tinha por finalidade levá-la ao encontro do seu marido, o rei Fernando VII, com quem casara por procuração e que desposará em Madrid, «em pessoa», a 29 de setembro desse ano. A princesa lusa, de seu nome completo Maria Isabel Francisca de Assis Antónia Carlota Joana Josefa Xavier de Paula Micaela Rafaela Isabel Gonzaga de Bragança e Bourbon, não tinha quaisquer dotes de beleza, o que acontecia também com o seu marido, a quem, em longas cartas escritas antes de casar, referia o amor que já sentia por ele.

A chamada Guerra da Independência, no rescaldo da ocupação de Espanha pelos franceses, terminara dois anos antes, deixando o país devastado e empobrecido. Não nos admira pois que, ao cancelar festividades pelo seu casamento, Isabel tenha provocado o início da consideração do povo espanhol pela sua rainha.

O reinado de Fernando VII foi um dos mais negativos de Espanha, com pesadas consequências políticas e mantendo o país num ambiente social de repressão. Isabel, segunda mulher do rei, foi uma luz de curta duração, nestes tempos sombrios, morrendo de parto em 1818.

Nenhum documento escrito afirma que Isabel foi a fundadora do Museu do Prado. Contudo, não se deverá duvidar que, no retrato que dela fez o pintor Bernardo López, a rainha, de pé, aponta com uma mão para a fachada do edifício onde ficará instalado o Museu do Prado, pousando a outra sobre plantas do mesmo.

Alcázar de Segóvia – Espanha

Afonso X, o Sábio (1221-1284), compilador. Cantigas de Santa María. Espanha, século XIII. Manuscrito sobre pergaminho. 49 x 32,6 cm. Patrimonio Nacional, Real Biblioteca del Monasterio de San Lorenzo de El Escorial, Madrid. Inv. T-I-1

Afonso X, o Sábio, rei de Castela e de Leão, avô de D. Dinis, foi o compilador de um extraordinário conjunto de algumas centenas de louvores à Virgem Maria, tornada figura central da iconografia cristã por via das ordens religiosas dos franciscanos e dos dominicanos que, fundadas no início do século XIII, se instalam nos centros urbanos e têm presença constante junto da população. A Virgem Maria afirma-se não como enquadramento ou trono onde se senta Jesus Menino, mas como uma mãe de rosto humanizado que sorri para o seu filho ou que conserva um semblante melancólico, sabedora do seu destino. Começadas a reunir na década de 1260, as Cantigas conservam-se hoje em quatro tomos, o primeiro com cem poemas, o último com quatro centenas, dois dos quais pertencendo à Biblioteca do Mosteiro do Escorial.  O chamado «códice rico», com duzentas cantigas, cada uma acompanhada de iluminuras em vinhetas de número variável, entre quatro a doze, com preciosas informações sobre a vida quotidiana, arquitetura, espaços interiores, atividades da classe dominante – educação e lazeres de caça – ou sobre músicas, com os tocadores de diversos instrumentos. Era seguramente exemplar pertença do rei. Então musicadas, as Cantigas de Santa María são uma das obras maiores da Alta Idade Média europeia, Tesouro Nacional de Espanha, já considerada como objeto precioso no tempo dos últimos reis da dinastia de Trastâmara de Castela, no século XV, quando foi guardada no Tesouro do Alcázar de Segóvia. No reinado de Filipe II de Espanha, foi transferida do arquivo de Simancas, para onde transitara por ordem de Carlos I (Imperador Carlos V da Alemanha), para a Biblioteca do Escorial.

A receita do “Doce do Papa” – João Paulo II.

Quando fomos à Polônia pela primeira vez, ganhei esta receita de uma senhora da Cracóvia.

A receita do “doce do Papa” – João Paulo II.

 
Ingredientes
Massa: 250 g de farinha, 250 gramas de margarina e 3 gemas de ovo

Creme: 3 copos de leite, 3 colheres de farinha de batata, 150 g de açúcar, açúcar de baunilha e 3 gemas de ovo

Como fazer
Massa: misturar a farinha com a margarina, adicionar as gemas; reservar durante três horas na geladeira; formar duas superfícies (folhas) de massa e assá-las no fogão a temperatura média

Creme: ferver dois copos de leite com açúcar; misturar um copo de leite com farinha e as gemas e acrescentá-lo ao leite fervente; mexer bem

Por fim, derramar o creme sobre a massa assada e enfeitar o produto final com açúcar.

A mais bonita livraria do mundo está em Portugal.

IMG_2125IMG_2171 IMG_2172 IMG_2168 IMG_2169 IMG_2170 IMG_2171 Livraria Lello e Irmão –

A empresa remonta à fundação da “Livraria Internacional de Ernesto Chardron”, em 1869, na Rua dos Clérigos, n.º 296-298, no Porto. Antigo empregado da Livraria Moré, o cidadão francês Ernesto Chardron alcançou projeção como editor, sendo o primeiro a publicar grande parte das obras de Camilo Castelo Branco e outras de relevo na época, como o Tesouro da Literatura Portuguesa, de Frei Domingos Vieira. Após o imprevisto falecimento do fundador, aos 45 anos de idade, a casa-editora foi vendida à firma “Lugan & Genelioux, Sucessores” que, pouco depois, ficou com Mathieux Lugan como seu único proprietário. Em 1.891, a Livraria Chardron adquiriu os fundos de três casas livreiras do Porto, pertencentes a A. R. da Cruz Coutinho, Francisco Gomes da Fonseca e Paulo Podestá. Entretanto, em 1.881 José Pinto de Sousa Lello abriu um estabelecimento, nos números 18-20 da Rua do Almada , dedicando-se ao comércio e edição de livros. A 30 de junho de 1.894 Mathieux Lugan vendeu a antiga Livraria Chardron a José Pinto de Sousa Lello que, associado ao seu irmão António Lello, manteve a Chardron com a razão social de “Sociedade José Pinto Sousa Lello & Irmão”. Em 1.898, entrou para a nova sociedade o fundo bibliográfico da Livraria Lemos & C.ª, fundada pelos irmãos Maximiliano e Manuel de Lemos. Com projeto do engenheiro Francisco Xavier Esteves, no dia 13 de janeiro de 1.906 inaugurou-se o novo edifício da Livraria Lello, no número 144 da Rua das Carmelitas, causando grande impacto no meio cultural da época. A 24 de maio de 1.919, a razão social do estabelecimento foi alterada para “Livraria Lello e Irmão, Lda.”, entrando para a sociedade Raul Reis Lello, filho de António Lello. Em 1.924, entraram José Pinto da Silva Lello e Edgar Pinto da Silva Lello. Em 1.930, foi a vez de José Pereira da Costa, genro de António Lello, entrar também para a sociedade, simplificando-se então o nome para “Livraria Lello”. Cinco anos mais tarde, José da Costa afastou-se, recuperando-se a designação “Lello & Irmão”. Raul Reis Lello faleceu em 1.949 e António Lello em 1.953. À frente da livraria seguiram-se, José Pinto da Silva Lello, falecido em 1.971, e Edgar Pinto da Silva Lello, que faleceu em 1.989. Com o objetivo de se adaptar aos tempos presentes, a livraria modernizou-se, criando-se uma nova sociedade — Prólogo Livreiros, S.A. —, da qual faz parte um dos herdeiros da família Lello. Todo o espaço foi restaurado em 1.995, o serviço foi atualizado e informatizado, tendo também sido criado um espaço de Galeria de Arte e de Tertúlia que se tem afirmado como um importante polo cultural da cidade do Porto.

Dom Quixote com capa encourada e ornamentada com letras douradas em edição da Lello e Irmão compondo o acervo de uma Biblioteca Municipal no BrasilConcebido segundo projeto do engenheiro Xavier Esteves, a Livraria Lello é um dos mais emblemáticos edifícios do neogótico portuense, destacando-se fortemente na paisagem urbana envolvente. Trata-se de um conjunto em que a arquitetura e os elementos decorativos deixam transparecer o estilo dominante no início de Século XX. A fachada apresenta um arco abatido de grandes dimensões, com entrada central e duas monstras laterais. Acima, três janelas retangulares ladeadas por duas figuras pintadas por José Bielman, representando a “Arte” e a “Ciência”. Uma platibanda rendilhada remata as janelas, terminando a fachada em três pilastras encimadas por coruchéus, com vãos de arcaria de gosto neogótico. A decoração é complementada por motivos vegetais, formas geométricas e a designação “Lello e Irmão”, sob as janelas.No interior, os arcos quebrados apoiam-se nos pilares em que, sob baldaquinos rendilhados, o escultor Romão Júnior esculpiu os bustos dos escritores Antero de Quental.Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco, Teófilo Braga, Tomás Ribeiro e Guerra Junqueiro.  Os tetos trabalhados, o grande vitral que ostenta o monograma e a divisa da livraria “Decus in Labore” e a escadaria de grandes dimensões de acesso ao primeiro piso são as marcas mais significativas da livraria. As escadarias da Lello também são conhecidas por ser a inspiração das escadas de Hogwarts nos livros de Harry Potter, já que J.K. Rowling chegou a morar na cidade do Porto. A CNN, em 2014, considerou-a a livraria mais bonita do mundo.

Café Magestic – Cidade de “O Porto” – Portugal.

Majestic-Cafe10365345742eb0429a9153e59fa4d9702237b1276cafe-majesticportugal-porto-cafe-majesti115631618510507018_10203933907730223_4039036676064504587_o CAFÉ MAGESTIC - PORTO PORTUGAL      Nós amamos ficar um tempo conversando e tomando um bom café com deliciosos doces portugueses. É tudo de bom!

O esplendor da “Belle Époque”

Em 17 de Dezembro de 1921 pela autoria do Arquiteto João Queiroz, abriu um luxuoso café com o nome de Elite, situado na rua Santa Catarina, o local mais central da cidade. Mais do que um café, o Majestic conta a história do Porto. O Porto dos anos vinte, das tertúlias políticas e do debate de ideias. O Porto da “Bélle Époque”, dos escritores e dos artistas. Situado na rua de Santa Catarina, avenida pedonal de comércio e passeio da sociedade de então e de agora, iluminava o passeio com a sua decoração. Lá dentro, inalava-se o perfume dos bancos aveludados e das madeiras envernizadas, confundindo-se os cinco sentidos nos tetos de gesso decorado e abundante espelharia em cristal flamengo. Mármore e metal ligavam-se com requinte inigualável. Nas traseiras a natureza espreitava através do jardim de Inverno, que ligava a rua de Santa Catarina à rua de Passos Manuel. Nesse dia já distante, o dia da inauguração ficou marcado na cidade. Foram muitos os que se dirigiram para esse ponto da cidade para conhecerem o novo edifício que se incrustava na paisagem arquitetônica portuense. Agradou a intelectuais e boêmios, mas também às senhoras da melhor sociedade que, em passeio, ali tomavam o chá ou um sorvete. O café teve honras e distinções e recebeu uma visita distinta, o piloto aviador, e mais tarde almirante, Gago Coutinho (que consta sempre acompanhado de belíssimas mulheres), acabado de chegar de mais uma arriscada jornada à ilha da Madeira. Tão agradavelmente surpreendido ficou com o esplendor do novo estabelecimento que lá regressou várias vezes para poder contemplar a beleza de todos os pormenores que o compunham, uma das quais na companhia da famosa atriz Beatriz Costa. Embora a abertura ao público fosse um sucesso, a denominação atribuída ao estabelecimento dava-lhe uma aura monárquica que não condizia com o ambiente republicano, burguês e chic dos portuenses contemporâneos. O glamour e a elite cultural parisiense eram referências para a cultura portuguesa da altura, tendo influído a escolha do novo nome – Majestic – impregnado de charme “Belle Époque”. Neste espaço, passaram a convergir vultos intelectuais da cidade. José Régio, Teixeira de Pascoaes, Leonardo Coimbra, entre outros, emprestaram à casa a literacia necessária para que sucedesse o aceso debate, entre figuras públicas e as que viriam a sê-lo, das questões políticas, sociais e filosóficas mais prementes. Num lugar que é, por mérito próprio, arte, não poderiam faltar os que a constroem. Alunos e professores da Escola de Belas Artes do Porto, juntavam-se a artistas de nomeada, como Júlio Resende, para desbravar novos caminhos e motivações artísticas, propor rupturas, criticar formalismos, conceptualizar novas formas, ou simplesmente para ouvir o que se dizia então. Em vários cafés do Porto sucedia o mesmo que no Majestic, uma intensa polarização social da cultura ao sabor do café ou do absinto escondido.Nos anos 60 do século XX,coincidindo com um certo adormecimento forçado das manifestações culturais do País, o Café Majestic começa, ele próprio, a adormecer. É um declínio lento mas contínuo. Este estado de degradação a que estava votado, cedo começa a ser percebido pelas forças vivas da cidade. Assim, em 24 de Janeiro de 1983, é decretado Imóvel de Interesse Público. Três anos depois, a nova gerência estuda a forma de devolver o café à cidade. Entretanto, o tempo mostra a sua inexorabilidade, os anos de incúria transformaram o espaço num local sombrio. O Majestic e toda a história que as suas chávenas beberam, clamavam por reconhecimento. Em 1992, 71 anos após a inauguração, é decidido devolver-lhe a vaidade justa de ser um dos mais belos cafés do Porto. A 15 de Julho de 1994 abre novamente as portas, foram precisos dois anos para lhe puxar o lustro. Quem lá entrar encontra agora exposições, eventos e mesmo um certo mediatismo – por vezes é palco televisivo. O Café Majestic de traça ideada pelo arquitecto João Queiróz, inspirada na obra do seu mestre Marques da Silva, permanece ainda hoje como um dos mais belos e representativos exemplares de Arte Nova na cidade do Porto. O edifício, fundado em 1916 no ângulo formado pelas ruas de Santa Catarina e Passos Manuel, previa, na memória descritiva da sua reconstrução, a existência de estabelecimentos virados para a rua pedonal. A imponente fachada em mármore, adornada com aspectos vegetalistas de formas sinuosas, reflete o bom estilo decorativista da altura. Um trio de elegantes portas marca a frontaria, limitada por uma secção rectangular, rasgada em vidro. No topo um frontão coroa a composição com as iniciais do Majestic. Ladeiam-no duas representações de crianças que, divertidas, convidam o transeunte a entrar. Dentro do estabelecimento, de planta retangular, reina a linguagem Arte Nova. A simetria curvilínea das molduras em madeira e os pormenores decorativos cativam a observação. Grandes espelhos riscados pela idade, intercalados por candeeiros em metal trabalhado, delimitam as paredes num inteligente jogo óptico de amplitude, que lhe dá uma dimensão maior que a real. Esculturas em estuque, representando rostos humanos, figuras desnudas e florões, confirmam o gosto ondulante e sensual, enquanto duas linhas de bancos em couro gravado, substituindo os originais em veludo vermelho, criam, em termos de perspectiva, uma sensação de profundidade e elegante aconchego. O recorte sinuoso dos caixilhos da espelharia, a luminosidade dos candeeiros, os detalhes em mármore e os bustos sorridentes que se estendem das paredes ao teto, conferem-lhe ambiência dourada e confortável, incitando ao repouso e à conversa amena. O Café Majestic emana uma atmosfera de luxo, requinte e bem-estar. O pátio interior, construído em 1925, é um recanto de contornos delicados, com escada e balaustrada de pequenas dimensões, arquitetado como se de um jardim de Inverno se tratasse. Sob a direcção do mestre Pedro Mendes da Silva, este espaço simboliza uma nova era do Café Majestic. A construção do bar e da ligação ao café por meio de uma escadaria, permitiu abrir uma nova frente, a da rua Passos Manuel, “…onde será posto à venda vinho do Porto. Para isso, escolheu-se o estilo regional da nossa arquitetura, não só para a construção do bar, mas também para a vedação do muro”. A nova fachada foi subsequentemente idealizada e executada seguindo moldes diferentes dos adotados para o interior. Se este é ao gosto internacional, o novo espaço, não o renegando apresenta um estilo mais rústico, manifestando o que mais tarde Raul Lino designou por casa portuguesa. Nesse mesmo ano o Majestic cumpre singularmente a função plural de satisfazer todos os desejos da clientela. Volta a chamar o arquitecto João Queiróz, agora para abrir uma modesta mas graciosa janela no muro remodelado, virada para a rua Passos Manuel, onde passará a vender tabaco e rapé à população. Um ano depois, em 1926, o espaço é ampliado e cedido à exploração da firma Tinoco & Irmãos, construindo uma “pequena cabina (…) para servir de tabacaria”. Auspícios de novos tempos e hábitos surgem em 1927, através da ampliação do bar com vista ao “serviço e fornecimento de cerveja para o terraço ali já existente”. O espaço, como o vemos, apresenta-se evolutivo. De uma formulação mais depurada e arquitetural à entrada, motivada pelas raízes Beaux Arts do arquiteto, ao aproximarmo-nos do jardim passamos por um decorativismo colmatador das estruturas arquitetônicas, terminando no portal jônico de ligação ao exterior, com grandes volutas transparentes e sensuais, tipicamente Art Nouveau, insinuando as esculturas femininas que vislumbramos no exterior. Esse, verdejante e luminoso, serve atualmente para a dinamização de concertos durante o Verão, pelo que se tornou no terceiro centro cultural do Majestic, a rivalizar com o piano de cauda no interior e com as inúmeras exposições de pintura a acontecer no piso inferior, outrora votado ao jogo de bilhar. Sob a égide dos Barrias, em 1992, o café foi encerrado para a execução de um projecto de recuperação que ficou a cargo da arquiteta Teresa Mano Mendes Pacheco. Em 1994, depois da substituição do pavimento interior e da reposição do mobiliário original, o Majestic foi reaberto. Fotografias encontradas por Fernando Barrias permitiram conservar a alma do local, transportando, com sensibilidade, um passado luminoso para o presente. Os inúmeros prêmios e o reconhecimento internacional – “Prémio Especial de Café Creme” (1999), “Medalha de Prata de Mérito Turístico” (2000), “Medalha de Prata de Mérito Municipal – Porto” (2006), “Certificado do Prémio Mercúrio – O melhor do Comércio na área das empresas na categoria Lojas com História” (2011) e “Medalha Municipal Mérito – Grau Ouro” (2011), classificado pelo site cityguides como o sexto café mais belo do mundo e o Certificado de Excelência da TripAdvisor – surgiram com naturalidade, devolvendo-lhe, finalmente, a justa notoriedade que, durante tantos anos, havia sido esquecida. “Es un maravilloso lugar el Café Majestic, donde musas, pensadores y artistas se pueden reunir para vivir los mejores momentos que nos da la vida, de sencilla convivencia en la comunicación de la palabra y de los gestos, las miradas, las sonrisas y a veces las lágrimas.” Gloria Montenegro (Presidente da Academia de Cafeologia de Paris)

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